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segunda-feira, 19 de abril de 2021

A grande imprensa atolada em “fake news”: Diretor da “IstoÉ” é condenado e terá que indenizar Allan dos Santos, do “Terça Livre”

 Segunda, 19 de Abril de 2021

Germano Oliveira, diretor da revista “IstoÉ” e a Editora Três, responsável pela publicação, foram condenados a indenizar o jornalista Allan dos Santos, do Canal “Terça Livre”, em R$ 25 mil por danos morais.

A decisão da Justiça do Distrito Federal foi proferida, nesta sexta-feira (16). Allan dos Santos abriu processo na 7ª Vara Cível de Brasília após a revista publicar Fake News, afirmando que ele recebia “mesada” de R$ 100 mil da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).

A Secom chegou a emitir nota oficial negando qualquer repasse de verbas governamentais, tanto à empresa de Allan quanto para o próprio jornalista. Santos também havia rebatido as acusações, quando convocado na CPMI das “Fake News”.

Mesmo diante das informações, Germano Oliveira insistiu nas afirmações falsas e, em outras duas edições da IstoÉ, reafirmou o que havia dito anteriormente, nunca concedeu direito de resposta aos acusados, nem publicou a versão do jornalista em seu veículo de comunicação.

A atitude inadequada do diretor da revista foi levada em consideração pelo juiz da 7ª Vara Cível, Luciano dos Santos Mendes, que, ao proferir a sentença, disse:

“A IstoÉ não comprovou nos autos do processo que tenha efetuado qualquer procedimento em busca da verdade sobre os supostos valores pagos a Allan dos Santos”, escreveu na sentença o magistrado, acrescentando que, por se tratar de verba pública, Germano Oliveira poderia ter recorrido à Lei de Acesso à Informação e solicitado dados sobre os recursos que acusava Allan de receber.
“Ao contrário, conforme sua contestação, limitou-se apenas a reproduzir suposto conteúdo já existente na internet. Tal tese defensiva não é aceitável para pequenos produtores de conteúdo, tampouco para empresas de grande alcance, como a que reproduziu a reportagem questionada na presente demanda”, completou.
“Não se pode permitir a reprodução indiscriminada de reportagens com divulgação de fatos dados como verdadeiros, quando, em verdade, não houve qualquer busca pela verdade”.

Mendes pontuou que a divulgação de notícias falsas tem se tornado comum especialmente no âmbito político, algo que, segundo ele, tem trazido grave prejuízo à democracia.

“Há disseminação de tantas informações inverídicas como se fossem verdadeiras que o cidadão se torna o mais prejudicado; já que não mais consegue ter segurança acerca do conteúdo de qualquer reportagem que tenha acesso”.

Como foram condenados, a Editora Três e Germano Oliveira ainda terão que pagar as custas, despesas processuais e os honorários advocatícios.

Em março deste ano, a IstoÉ foi obrigada a conceder direito de resposta ao “Terça Livre” e publicar, tanto no portal online quanto na revista semanal, que Allan dos Santos e a empresa jornalística dele não recebem R$ 100 mil mensais da Secom.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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