martins em pauta

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Lula e Flávio Bolsonaro disputam eleitorado idoso, que soma quase 1/4 dos aptos a votar

Sexta, 07 de agosto de 2026

Foto: Agência Senado

Os dois principais candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), devem acirrar a disputa pelo voto das pessoas com mais de 60 anos, faixa do eleitorado que cresce ininterruptamente ao menos desde 2010 –ano do pleito presidencial mais antigo com dados disponíveis na página de estatísticas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Neste ano, pessoas com 60 anos ou mais somam 23,5% das aptas a votar. São 37,5 milhões de eleitores, dos 158,7 milhões aptos a votar, de acordo com a Justiça Eleitoral.

O segmento ganha importância por causa do provável cenário de eleição acirrada. Tanto o grupo de Lula quanto o de Flávio Bolsonaro julga que a disputa será decidida por poucos pontos percentuais.

Pesquisa Nexus divulgada na segunda-feira (3) aponta um empate técnico nas intenções de voto no petista e no bolsonarista para o segundo turno. O presidente tem 46% e o senador, 45%, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Já entre os mais velhos, Lula tem vantagem, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no último dia 24. Num eventual segundo turno, petista alcança 55% entre quem tem mais de 60 anos, enquanto Flávio marca 37% (a margem de erro nesse grupo é de cinco pontos percentuais). O mesmo vale para os aposentados, em que o placar é de 60% a 35% (com seis pontos de margem de erro).

A forma para abordar o eleitorado idoso vem sendo discutida por aliados de Lula nas últimas semanas. O entorno do presidente avalia que esse grupo tem lembranças dos primeiros governos de Lula e, 20 anos atrás, votou no petista. Por isso, seria um grupo aberto a ouvi-lo.

Auxiliares do petista pretendem acionar a memória afetiva desses eleitores resgatando a campanha de 1989, com o simbólico jingle “Lula Lá”. Também querem evocar a lembrança daqueles que viveram a censura e a ditadura militar para mobilizar esses eleitores a favor de Lula.

A equipe do presidente, porém, faz uma ressalva: o eleitorado mais velho pode ter dificuldades de mobilidade ou estar desconectado do cenário político. Por isso, seria necessário oferecer motivações fortes para que as pessoas com 60 anos ou mais saiam de casa e efetivamente votem no dia da eleição.

No domingo (2), durante a convenção nacional do PT, o presidente explicitou a intenção de buscar esse estrato da sociedade.

“Quero pagar uma dívida com os idosos deste país”, disse o chefe do governo. “É importante que a gente saiba que nem sempre o filho que a mãe pariu cuida dela, quando ela está velha, da mesma forma que ela cuidou dele quando ele fazia xixi e fazia cocô nas fraldas”, declarou Lula.

“Nós precisamos criar um programa para o idoso. Não para ele ficar trancado. Queremos que ele tenha um lugar onde possa nadar, dançar, ler, ver filmes, caminhar. Possa fazer o que quiser. Até namorar, se encontrar uma parceira”, afirmou o petista.

Na campanha de Flávio, a estratégia é utilizar o vice, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), como um aceno aos idosos e, sobretudo, aos aposentados. Gaspar foi o relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Como mostrou a Folha, a escolha de Gaspar para a chapa teve mais relação, na verdade, com sua atuação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na CPI. Auxiliares de Flávio querem trazer para o centro do debate as suspeitas contra o filho de Lula, alvo de investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de tráfico de influência.

Em paralelo, esses auxiliares afirmam que a atuação de Gaspar na CPI também será usada para associá-lo à defesa dos idosos e aposentados. Um dos integrantes da equipe de comunicação diz que o vice vai ter todo o espaço que desejar nas redes e propagandas da campanha para divulgar seu papel no enfrentamento às fraudes no INSS.

A campanha de Flávio pretende apresentar Gaspar como um defensor dos idosos e alguém que desbaratou o roubo aos aposentados, segundo aliados do senador. O próprio presidenciável, ao anunciar seu vice nesta quarta-feira (5), disse que ele “enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPI do INSS”.

“Talvez a coisa mais hedionda que pode ter acontecido nos últimos anos, nas últimas décadas, no nosso país foi um governo corrupto que não respeitou nem os aposentados, não poupou nem as aposentadorias. As senhorinhas, os senhorzinhos contam ali os reais no fim do mês”, afirmou ainda Flávio.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

    1. Estou pagando o rombo que esse canalha do 9dedos e sua quadrilha fizeram no meu fundo de pensão até 2040. FDP!!!

FOTOS: Operação desarticula esquema de contrabando e agiotagem no RN e na PB; quatro homens são presos em flagrante

Sexta, 07 de agosto de 2026

Fotos: Divulgação

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em ação conjunta com as Polícias Civil e Militar, deflagrou na manhã desta sexta-feira (7) a Operação Malta para combater uma organização criminosa suspeita de atuar com contrabando, agiotagem e associação criminosa. A ofensiva ocorreu simultaneamente nos municípios de Caicó e Currais Novos, no Rio Grande do Norte, e em Patos, na Paraíba.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Durante a operação, quatro homens foram presos em flagrante. Três responderão por contrabando, enquanto o quarto foi autuado por posse ilegal de munição de uso restrito.

As investigações apontam que o grupo era responsável pela comercialização e distribuição de cigarros e medicamentos contrabandeados, além de realizar empréstimos informais com cobrança de juros e retenção de cheques como garantia.

Segundo o MPRN, a organização possuía uma estrutura bem definida, com integrantes encarregados do fornecimento, transporte, armazenamento e distribuição das mercadorias. Para ocultar as atividades, os investigados utilizavam estabelecimentos comerciais, depósitos e veículos, além de organizar as entregas em horários de menor fiscalização e adotar linguagem cifrada nas negociações.

As apurações também revelaram que o esquema abrangia municípios como Caicó, Cruzeta, São José do Seridó, Laginhas e Jucurutu, envolvendo negociações sobre preços, quantidades, fornecedores e rotas de distribuição.

A operação mobilizou integrantes do Ministério Público do Rio Grande do Norte e da Paraíba, além de cerca de 60 policiais civis e militares dos dois estados. Durante as buscas em imóveis, veículos e com os suspeitos, foram apreendidos maços de cigarros sem documentação fiscal, munições de armas de grosso calibre e aparelhos celulares.

Os quatro presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde permanecem à disposição da Justiça. O material apreendido será periciado e analisado pelo MPRN para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar as investigações sobre a atuação da organização criminosa.


Fonte: Blog do BG


Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, pede ao STF investigação sobre possível vazamento da PF para Lula

Sexta, 07 de agosto de 2026

Screenshot

Foto: Reprodução 

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a investigação de um possível vazamento de informações da Polícia Federal para o presidente Lula envolvendo seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

A representação levanta a suspeita de que informações sigilosas da investigação contra Marcola possam ter chegado ao presidente antes da divulgação oficial dos fatos.

Rogério Marinho pede que o STF apure quem teve acesso às informações e se houve repasse irregular para Lula. A solicitação também inclui medidas contra Marcola, como quebra dos sigilos bancário e fiscal e busca e apreensão.


PF aperta o cerco e chama ex-braço direito de Lula para depor sobre elo com Careca do INSS

Sexta, 07 de agosto de 2026

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deve ouvir Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a influência da empresária Roberta Luchsinger no governo petista.

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de inquérito para investigar suposto tráfico de influência no Palácio do Planalto do grupo do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, por meio de Luchsinger. Ela é próxima de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho de Lula.

A desconfiança é de que Marcola seria o principal canal de acesso de Luchsinger, que transferiu recursos para o ex-chefe de gabinete do presidente.

Em nota, Marcola admitiu as transferências de Luchsinger, mas rejeitou haver qualquer ilegalidade. Ele alega que se trata de empréstimos. A suspeita é de que o “Careca do INSS” e Luchsinger atuavam na tentativa de firmar contratos do governo federal. A investigação também solicitou a abertura de inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência.

A expectativa é de que o filho do presidente também deponha presencialmente. O presidente já disse que, se por necessário, Lulinha retornará ao Brasil. Ele mora com a família na Espanha.

O governo decidiu também que não irá reconduzir Marcola a um cargo no conselho administrativo da Terracap, empresa pública do Distrito Federal.
Lula já avisou que manterá distância tanto de Marcola como de Lulinha durante o período eleitoral. E defendeu que ambos atuem com transparência e prestem todos os esclarecimentos.

CNN

Plenário do STF impõe derrota a Moraes e abre brecha para reduzir penas de réus do 8 de janeiro

Sexta, 07 de agosto de 2026

Foto: Reuters

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por seis votos contra quatro, permitir que o período cumprido sob determinadas medidas cautelares, como recolhimento domiciliar noturno, possa ser descontado da pena em alguns casos.

A decisão representa uma derrota ao ministro Alexandre de Moraes e pode beneficiar outros condenados, incluindo réus dos atos de 8 de janeiro.

A divergência foi aberta pelo ministro Cristiano Zanin, que defendeu que o recolhimento domiciliar noturno é equivalente ao regime aberto e, por isso, deve ser integralmente descontado da pena. Para condenados ao regime semiaberto, o ministro propôs que dois dias de recolhimento noturno equivalham a um dia de pena. Nos casos de regime fechado, o abatimento poderá ocorrer futuramente, quando houver progressão de regime.

Zanin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes, formando maioria.

Já Moraes foi seguido por Dias Toffoli, Flávio Dino e Nunes Marques.

O caso

O julgamento teve como base o caso de Simone Macedo, condenada a um ano de prisão em regime aberto por associação criminosa e incitação ao crime após ser presa no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

Moraes havia autorizado apenas o desconto dos 59 dias de prisão preventiva, negando o abatimento do período em que Simone utilizou tornozeleira eletrônica e cumpriu recolhimento noturno, por entender que a legislação só prevê a detração do tempo de prisão.

Embora a decisão trate do caso específico de Simone Macedo, o entendimento abre precedente para que outros condenados que cumpriram medidas cautelares semelhantes solicitem o mesmo benefício na execução de suas penas.

[VÍDEO] Conveniência é flagrada vendendo drogas e PM apreende quase mil papelotes em Natal

Sexta, 07 de agosto de 2026

Imagem: Reprodução/ Instagram

Uma equipe da Força Tática do 4º Batalhão apreendeu quase mil papelotes de drogas durante uma ação na Zona Norte de Natal. Segundo a Polícia Militar, a suspeita começou quando os agentes, durante patrulhamento, viram um homem saindo de uma conveniência com um pacote nas mãos.

Ao realizarem a abordagem e darem sequência à ocorrência, os policiais descobriram que o estabelecimento estaria sendo utilizado para a venda de cocaína e maconha. A ação resultou na apreensão de uma grande quantidade de entorpecentes e no encaminhamento da ocorrência à delegacia.

Com informações de Ponta Negra News / Blog do BG


Eleição será a primeira deste século sem mulheres em chapas presidenciais competitivas

Sexta, 07 de agosto de 2026

Arte / Folha de São Paulo

A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século a não ter mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Desde 2002, ao menos uma mulher foi candidata a presidente ou a vice-presidente nessas chapas, segundo levantamento da Folha.

A reportagem considerou como competitivas as duplas cujo partido do candidato ao cargo de presidente tinha representante no Congresso Nacional e que conseguiram ao menos 1% dos votos no primeiro turno.

Atualmente, apenas duas mulheres compõem uma chapa presidencial com ao menos 1% de intenção de voto em pesquisas como oúltimo Datafolha, do fim de julho: Samara Martins, candidata a presidente pela UP (Unidade Popular), e sua vice, Raquel Bricio, do mesmo partido. A UP não tem representantes na Câmara e no Senado.

Havia a expectativa de que ao menos mais uma mulher compusesse as chapas fechadas para as eleições de 2026. O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aventou mulheres de vice para diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino, mas definiu nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como parceiro na disputa.

A falta de mulheres com candidaturas para os cargos marca um ano eleitoral no qual a participação feminina na política foi alvo de figuras públicas de direita, como Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que fez declarações questionando o voto feminino, na esteira de investidas contra esse direito no Brasil e nos Estados Unidos.

Nas eleições presidenciais de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas. Simone Tebet foi candidata a presidente pelo MDB, mas recebeu menos de 5% dos votos no primeiro turno, que disputou ao lado da vice Mara Gabrilli, então no PSDB.

Tebet se tornou ministra do Planejamento no governo Lula (PT) e atualmente é candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB.

Também foi vice Ana Paula Matos, na chapa de Ciro Gomes, ambos pelo PDT. Eles tiveram 3% dos votos no primeiro turno.

Já 2018 foi o ano com mais vices mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Pelo PC do B, Manuela d’Ávila compôs com Fernando Haddad (PT) a chapa que chegou ao segundo turno, mas perdeu para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado na vida pública por ataques a mulheres.

Ciro Gomes disputou também naquele ano na companhia de uma mulher, dessa vez Kátia Abreu, pelo PDT. Eles ficaram em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,47% dos votos, em cenário no qual parte dos eleitores tentava uma alternativa a Bolsonaro e à candidatura petista.

Foram também candidatas a vice Ana Amélia Lemos, pelo PP, na chapa com Geraldo Alckmin, então no PSDB, e Suelene Balduino, vice de Cabo Daciolo, pelo partido Patriota.

Já Marina Silva, atualmente concorrendo ao Senado por São Paulo, tentou a presidência pela Rede, quando fez 1%.

O ano de 2014 foi marcado pelo feito singular de três mulheres na cabeça de chapas competitivas. Dilma Rousseff (PT) conseguiu a reeleição, mas sofreu impeachment menos de dois anos depois em um processo no qual ela acusou adversários de machismo.

Ela teve como concorrentes Marina Silva, que fez pelo PSB 21,32% dos votos no primeiro turno, e Luciana Genro, com menos de 2% pelo PSOL.

As duas principais concorrentes mulheres também tinham se confrontado em 2010, ano com Dilma e Marina disputando o cargo de presidente da República. A petista fez 46,91% no primeiro turno, contra 19,33% de Marina, que não foi para a segunda rodada da disputa, vencida por Dilma contra José Serra (PSDB).

Em 2006, a única mulher nas chapas competitivas foi Heloísa Helena. Ela fez, pelo PSOL, 6,85% dos votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Por fim, 2002 teve uma candidata a vice-presidente: Rita Camata, do PMDB, foi vice de José Serra (PSDB). Eles fizeram 23,2% dos votos no primeiro turno, mas perderam para Lula e José Alencar no segundo.

Folha de São Paulo

Crise entre Brasil e Argentina é ponto mais baixo de 40 anos de boa relação

Sexta, 07 de agosto de 2026

                                                                            Foto: Estadão

O rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, determinado pelo Itamaraty nesta terça-feira (4) em resposta aos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a mais grave crise entre dois países que trabalharam para construir fortes laços nas últimas quatro décadas.

A mais recente derrocada entre os vizinhos teve início em 2019, quando o ex-presidente de esquerda Alberto Fernández assumiu o poder no momento em que Jair Bolsonaro terminava seu primeiro ano de mandato no Palácio do Planalto.

Desde então, houve apenas um ano de trégua, no qual os aliados Fernández e Lula comandaram suas respectivas nações simultaneamente. Mas, mesmo nesse período de desavenças políticas iniciado há sete anos, nunca a relação entre Brasil e Argentina esteve em um ponto tão baixo quanto nos últimos dias.

A tensão teve início em 25 de julho, quando Milei chamou Lula de ladrão e presidiário durante o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo —um combo que uniu 1. ofensa ao presidente; 2. no evento de um adversário; 3. em solo nacional.

A convocação dos embaixadores da Argentina e do Brasil no dia seguinte não foi suficiente, já que o ultraliberal reafirmou os ataques no último domingo (2), em entrevista a uma emissora argentina. Segundo membros do governo Lula, as relações se darão apenas com os encarregados de negócios nos dois países enquanto os ataques persistirem.

“Isso não tem precedente pelo menos desde o século 19”, afirma Miriam Saraiva, professora de relações internacionais da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). “Quando um país fica sem embaixador, precisa negociar com o segundo escalão. A relação fica mais limitada à manutenção do que já está em funcionamento, e iniciativas novas não conseguem ir para frente.”

O ineditismo da medida não significa que a convivência entre os dois países sempre tenha sido pacata. A história dessa relação, aliás, é marcada por rivalidades até o começo dos anos 1980 —incluindo conflitos armados quando o Brasil era um império e a Argentina ainda não havia se constituído como nação.

Mais recentemente, no século 20, as disputas se davam principalmente pela influência regional. “No início do século 20, por exemplo, houve a chamada Crise dos Encouraçados, a compra de armamentos navais por Argentina e Brasil que quase incorreu no risco de uma corrida armamentista entre os dois países”, diz Tullo Vigevani, cientista político e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Isso mudou na década de 1980, e os dois tratados que simbolizam esse novo momento são um acordo para uso pacífico da energia nuclear, primeiro passo para a criação da Abacc (Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares), em 1991; e, principalmente, a Declaração do Iguaçu, assinada em 30 de novembro de 1985 pelos então presidentes José Sarney (Brasil) e Raúl Alfonsín (Argentina) e embrião do que seria o Mercosul.

Isso não significa que não tenha havido desacordos ao longo desse percurso mais recente. “As tensões nas relações bilaterais entre países sempre existiram; elas são inerentes ao convívio internacional. Assim como existe alinhamento e acordo, existe o conflito e a disputa”, diz Leonardo Granato, professor de administração pública na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Algumas das principais disputas ocorreram em 1994, quando, sob o governo Itamar Franco, o Brasil pleiteou de forma mais explícita um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU; e em 1999, quando o presidente argentino Carlos Menem enviou uma carta ao então homólogo americano, Bill Clinton, pedindo a entrada de seu país como “membro associado” da Otan, a aliança militar ocidental.

Em nenhum momento, porém, a crise chegou ao ponto de rebaixar as relações —mesmo quando os dois países se desencontravam ideologicamente, o que não era um pré-requisito para a boa convivência. Isso mudou com a nova onda de direita na região.

Após Fernández vencer as primárias, em agosto de 2019, Bolsonaro afirmou que poderia haver uma onda de migrantes no Rio Grande do Sul “se essa esquerdalha” ganhasse, ao que o argentino respondeu afirmando que o ex-presidente brasileiro era “racista, misógino e violento”.

Quando Fernández por fim venceu as eleições, em outubro, Bolsonaro disse que a Argentina havia escolhido mal seu representante. Dois dias após o pleito, o então deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou um meme que colocava lado a lado uma foto dele mesmo segurando um fuzil e do filho de Fernández, Estanislao Fernández, que é drag queen.

“O que a gente viu nos últimos oito anos é inédito nessas quatro décadas. São presidentes que não tem o menor desejo de trabalhar juntos, de manter encontros de alto nível. Isso não é tão essencial para a manutenção das relações —as questões práticas do dia a dia, o comércio, investimentos, se mantém”, afirma Paulo Velasco, professor de política internacional da UERJ. “Mas você não tem um impulso que ajude a catalizar projetos em um momento desafiador para a América do Sul.”

Folha de São Paulo

GOVERNO DO ESTADO É DESMASCARADO: empresa terceirizada desmente secretário de saúde

Sexta, 07 de agosto de 2026


Divulgação / Sesap

A Justiz Terceirização divulgou uma nota desmentindo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tentou transferir para a empresa a responsabilidade pela possível suspensão dos serviços de média e alta complexidade prestados à rede municipal de saúde de Natal, custeados com recursos financeiros do Orçamento Geral do Estado (OGE).

A empresa anunciou que esses serviços poderão ser suspensos a partir da próxima terça-feira (11) devido à falta de repasses referentes a dezembro de 2025 e fevereiro e maio de 2026. O secretário Alexandre Motta gravou um vídeo alegando que os pagamentos atrasados são referentes a “contratos anteriores que são indenizatórios”, que segundo ele “não estão protegidos por um contrato” e precisam de “um trâmite especial mais lento para poder fazer o pagamento”.

A Justiz, na nota, rebateu o secretário dizendo que a empresa “sempre esteve amparada por contrato regularmente firmado com a Sesap”. Além disso, afirmou que “o teto financeiro foi extrapolado pela própria Sesap”, o que levou à “necessidade de pagamento pela via indenizatória — modalidade que deveria ser usada apenas em situações pontuais, mas que se tornou justificativa para a inadimplência”.

Em bom português, a empresa está dizendo que o secretário criou uma falsa desculpa para justificar o atraso nos repasses, que poderá resulta na suspensão de serviços essenciais para os usuários da saúde pública em Natal. A incompetência do Governo do Estado, em espacial da Sesap, é mais uma vez desmascarada.

ROMBO DA PREVIDÊNCIA: Déficit do RN já supera R$ 1 bilhão em apenas seis meses em 2026

Sexta, 07 de agosto de 2026

Foto: Reprodução

O Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (RPPS) fechou o primeiro semestre de 2026 com um déficit de R$ 1,022 bilhão, segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre. O resultado mostra que as receitas do sistema não foram suficientes para bancar o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores. Isso obriga o Tesouro Estadual a cobrir a diferença.

A situação pode se agravar ainda mais até o fim do ano. A projeção apresentada no relatório indica que o déficit previdenciário poderá atingir R$ 2,437 bilhões em 2026. O levantamento também aponta que o Fundo em Capitalização do RPPS vem acumulando resultados negativos no primeiro semestre desde 2019, evidenciando o desequilíbrio entre arrecadação e despesas do sistema.

O déficit previdenciário é um dos principais indicadores das contas públicas estaduais e mede a diferença entre o que é arrecadado para financiar a previdência dos servidores e o total gasto com aposentadorias e pensões. Quanto maior esse rombo, maior a necessidade de aportes do governo estadual para manter o pagamento dos benefícios.

ELEIÇÕES 2026: TSE cria órgão para monitorar uso de IA e fake news

Sábado, 08 de agosto de 2026

Foto: Wilton Junior/Estadão

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um conselho consultivo para monitorar o uso da inteligência artificial (IA) e combater a desinformação nas eleições de 2026. O grupo assessorará o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e será formado por especialistas.

Entre as atribuições estão acompanhar riscos relacionados à IA, fortalecer a integridade das informações sobre o processo eleitoral e propor medidas para aprimorar a atuação da Justiça Eleitoral. As reuniões ocorrerão, no mínimo, uma vez por mês.

Pelas regras do TSE, é proibido usar IA para disseminar desinformação. Além disso, entre 72 horas antes e 24 horas após a votação, fica vedada a divulgação de novos conteúdos sintéticos que alterem voz ou imagem de candidatos ou pessoas públicas, mesmo com identificação de uso de IA.


VINGANÇA CONTRA A LAVA JATO: Punição de juíza Gabriela Hardt simboliza inversão de valores no Brasil

Sexta, 07 de agosto de 2026

A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de punir a juíza da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, com o afastamento do cargo por dois anos por falta de cautela e violação de deveres funcionais é mais um capítulo da “vingança” contra a Operação Lava Jato. A opinião é do jornalista Mário Sabino, publicada em sua coluna no portal Metrópoles.

Gabriela Hardt substituiu Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba e condenou Lula no processo do sítio de Atibaia. O colunista afirma que a juíza está sendo punida por erros administrativos enquanto aqueles que protagonizaram grandes esquemas de corrupção escaparam das consequências mais severas.

Foto: Gil Ferreira

Na avaliação de Mário Sabino, o caso representa uma inversão de valores no país. Para o jornalista, integrantes da Lava Jato passaram a ser tratados com rigor extremo por decisões tomadas no exercício da função, enquanto autoridades e figuras influentes que, segundo ele, cometeram crimes graves continuam protegidas pelo sistema. A Justiça, na opinião dele, estaria sendo usada para ajustar contas com quem combateu a corrupção, não para responsabilizar os corruptos.

O jornalista conclui que a punição de Gabriela Hardt aumenta a percepção de que a Lava Jato deixou de ser julgada por seus resultados no enfrentamento à corrupção e passou a ser alvo de uma revanche institucional. Para Sabino, o Brasil vive um momento em que quem aplicou a lei responde com mais rigor do que aqueles que se beneficiaram da impunidade.

“Vivemos em um país onde juízes honestos, como Gabriela Hardt, são submetidos aos rigores da lei, enquanto lei nenhuma se aplica a quem se julga acima dela, como ministros do STF. Não existe ‘falta de cautela’, ‘violação de direitos funcionais’ ou qualquer outra regra de contenção para eles”, escreve ele.


 

Criminalista defende bandido? Então Lula acabou de entregar o filho

Sexta, 07 de agosto de 2026



 

“Ele não era criminalista. E pensaram: ‘O Lula vai perder, porque o Lula não tem criminalista’. Sabe por que eu não contratei criminalista? Porque eu acho que criminalista não sabe defender inocente. Criminalista defende bandido. E foi assim que eu venci. Com muita teimosia, cara. Minha mulher queria que eu saísse da cadeia fazendo um acordo. Meus filhos queriam que eu saísse. Eu falei: ‘Eu não saio’. Era uma obsessão de provar minha inocência…”

Cabe fazer algumas ressalvas à fala do presidente Lula. Primeiro, a condenação de Lula em primeiro grau, proferida pela 13ª Vara Federal de Curitiba, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro — no âmbito da Operação Lava Jato, envolvendo o caso do triplex do Guarujá e o do sítio de Atibaia —, foi confirmada pelo TRF4 e, posteriormente, pelo STJ.

Encerrada a competência do STJ, a defesa de Lula impetrou habeas corpus, suscitando, estranhamente, a incompetência do Juízo de Curitiba, o que, após a concessão de liminar pelo Ministro Fachin, foi confirmado pela maioria dos ministros do STF.

Como o processo teve de recomeçar ab initio na Justiça Federal do Distrito Federal, e diante do longo lapso temporal, sobreveio a prescrição — que nada mais é do que a perda, pelo Estado, do poder-dever de punir. Daí a fala dos leigos em Direito de que Lula teria sido “descondenado”, e não absolvido, uma vez que as decisões chegaram a reconhecer sua conduta delituosa.

Voltando à entrevista de Lula, faço minhas as palavras contidas na nota publicada pela OAB/SP, parte da qual transcrevo abaixo:

“A fala reflete um preconceito inaceitável quanto à função da advocacia criminal e preocupa ainda mais quando difundida pelo presidente da República. O advogado criminalista não defende o crime; defende a Constituição, o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, garantias fundamentais asseguradas a todos os cidadãos. Ao reforçar esse estigma, a declaração contribui para a desinformação da sociedade e enfraquece o Estado Democrático de Direito.”

No mais, já é de conhecimento geral a incontinência verbal do presidente Lula e sua propensão a falar bobagens — a exemplo da conversa vazada com Paulo Vannuchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos, na qual se referiu às feministas do Partido dos Trabalhadores como “mulheres de grelo duro”.

Por outro lado, se Lula realmente acredita no que disse, terá reconhecido, por vias transversas, que seu filho Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger — investigados em uma série de inquéritos no STF — seriam bandidos e, de fato, estariam envolvidos nos crimes que lhes são imputados. Afinal, ambos se cercaram de advogados criminalistas de renome, como Bruno Salles e Roberto Podval.

Tenho dito!!!

Foto de Bady Elias Curi

Bady Elias Curi

Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.


Fonte: Joenal da Cidade Online

[VÍDEO] Vereadores na Bahia saem na porrada após “bom dia” do presidente da Casa

Sexta, 07 de agosto de 2026

Imagem: Reprodução/Congresso em Foco

Uma sessão da Câmara Municipal de Riachão do Jacuípe, no interior da Bahia, precisou ser suspensa após os vereadores Joquinha (PSD) e João Igor (União) se desentenderem na manhã desta quinta-feira (6).

Os parlamentares entram em confronto físico e trocam socos, enquanto colegas e outras pessoas tentavam separá-los. A Polícia Militar foi chamada, mas não resultou em prisões.

A sessão marcava a reabertura dos trabalhos do Legislativo municipal para o segundo semestre, mas a confusão começou logo depois do “bom dia” dado pelo presidente da Câmara, Franklin Santana (União).

João Igor, vice-presidente, deixou a cadeira na Mesa Diretora e seguiu em direção à saída, por onde Joquinha entrava no Plenário. Eles se esbarram e o confronto começa em seguida.

Após o episódio, o presidente determinou a suspensão temporária dos trabalhos legislativos. Com a confusão contida, a sessão foi reiniciada no fim da manhã, cerca de duas horas depois.

Em nota, a Câmara Municipal chamou a briga de “desentendimento pontual”. A Presidência da Casa lamentou a situação e reiterou o compromisso com o respeito, o diálogo e a convivência democrática.

Segundo a Casa, os vereadores serão enquadrados nos termos do Regimento Interno para assegurar o decoro parlamentar, a harmonia institucional e o funcionamento dos trabalhos.

Com informações do Congresso em Foco

Contato : (84) 9 9151-0643

Contato : (84) 9 9151-0643