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sábado, 28 de outubro de 2017

Procuradores da Lava Jato defendem Barroso sobre bate-boca: 'precisava ser dito'

Sábado, 28 de Outubro de 2017 

Foto: STF

Os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba defenderam o ministro Luís Roberto Barros, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o bate-boca com o ministro Gilmar Mendes, nesta quinta-feira (26). Para Dallagnol, Barroso disse o que “precisava ser dito”. “A acusação, feita por Gilmar, de que Barroso soltou José Dirceu é absolutamente falsa", afirmou Dallagnol nas redes sociais. "Barroso aplicou um decreto de indulto da presidente que era inafastável (ele não poderia fazer diferente) e isso em nada interferiu na prisão preventiva decretada em Curitiba", afirmou. "Quem soltou Dirceu foram, na verdade, [os ministros] Gilmar, [Dias] Toffoli e [Ricardo] Lewandowski, em decisão que revogou a preventiva e que, como apontei na época, fugia completamente do padrão de decisões anteriores desses mesmos ministros”, explicou. Carlos Fernando também fez publicações sobre o caso. "Há momentos em que temos a obrigação da indignação. A passividade daqueles que desejam um novo Brasil tem levado à audácia dos defensores de interesses mesquinhos", disse. Quando o habeas corpus foi concedido a Dirceu pela 2ª Turma do STF, Deltan classificou a decisão como “incoerente”. Para ele, é curioso que os mesmos ministros que determinaram a saída de Dirceu da prisão, "votaram para manter presas pessoas em situação de menor gravidade, nos últimos seis meses". O procurador citou três casos: o de um ex-prefeito do Piauí acusado de corrupção "em menor vulto e por menos tempo" que Dirceu, o de um acusado por tráfico preso com "162 gramas de cocaína e 10 gramas de maconha" e o de um réu primário, "encontrado com menos de 150 gramas de cocaína e maconha".

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