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sábado, 28 de outubro de 2017

Operador do PMDB, Funaro afirma que entregou à PF gravações feitas durante 8 anos

Sábado, 28 de Outubro de 2017 

Foto: Cristina Gallo/ Agência Senado

O delator Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do PMDB, afirmou nesta sexta-feira (27) que entregou à Polícia Federal gravações feitas ao longo de oito anos em seu escritório. Segundo o site Buzz Feed News, que divulgou a informação, a afirmou surpreendeu a defesa do ex-deputado Eduardo Cunha, um dos principais citados na delação de Funaro. Os dois estão depondo na 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, que julga denúncia de supostos desvios em investimentos da Caixa Econômica. “Foram apreendidos cadernos com a contabilidade do meu escritório de 2003 a 2015. Os fatos são incontestáveis. Eu estando preso desde 2016, eu não tive como alterar dado nenhum e a PF tem como apurar 100% que aquilo é verdade. Eu entreguei um aparelho de DVR referentes a mais de oito anos de gravações feitas no meu escritório”, disse Funaro, de acordo com a publicação. Após falar sobre os vídeos, o advogado de Cunha, Délio Lins e Silva Júnior, tentou adiar o depoimento. O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz Vallisney de Oliveira. Um dos advogados de Funaro minimizou a questão da entrega dos vídeos, dizendo que foram poucos dias de gravação e as imagens estão sem som. Funaro acusou Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, e Eduardo Cunha, de operarem um esquema dentro da Caixa. Cleto foi indicado por Funaro e Cunha. O operador explicou que o ex-deputado e Cleto se aproximaram após um desentendimento dele com o ex-vice-presidente do banco. Eu tive um arraca-rabo com o Fábio Cleto e quem passou a controlar as planilhas foi o deputado Eduardo Cunha. Cleto tinha um gasto mensal de 40 mil dólares que era absolutamente incompatível com o cargo que tinha (na Caixa)”, relatou.

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