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sábado, 12 de dezembro de 2020

“Nosso plano de imunização é nacional. Nenhum Estado será tratado de forma diferente, nenhum brasileiro terá vantagem sobre outros”, diz Pazuello

Sábado, 12 de Dezembro de 2020

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta sexta-feira (11) que o plano de imunização do governo contra a covid-19 é nacional e nenhum Estado será tratado de forma diferente e terá vantagens sobre outro.

O governo federal saberá na hora certa se posicionar claramente, como tem que ser, para manter a unidade e manter o padrão para todos nós. Nosso plano de imunização é nacional. Nenhum Estado da federação será tratado de forma diferente, nenhum brasileiro terá vantagem sobre outros brasileiros”, disse.

Pazuello participou da inauguração do hospital hospital maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), ao lado do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB) e do governador Ronaldo Caiado (DEM).

Sem citar diretamente o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o ministro disse que a ansiedade em relação à vacina faz parte, mas é causada pela pressa de algumas autoridades do país.

A ansiedade faz parte, é criada pela própria situação da covid-19, dos riscos, da gravidade da contaminação. É causada pelo açodamento de algumas autoridades do país”, afirmou.

Doria anunciou que a vacinação em São Paulo teria início no dia 25 de janeiro com a vacina Coronavac, fruto de uma parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O anúncio do governador de São Paulo foi criticado pelo governo federal. Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse que a decisão do tucano desrespeita a autoridade da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é uma atitude “inconstitucional e ilegal”. A agência ainda não aprovou nenhuma das 4 vacinas hoje testadas no Brasil: CoronaVac, Moderna, Pfizer e a do grupo Johnson & Johnson.

O Ministério da Saúde ainda não tem um calendário de vacinação.

Na 3ª feira (8.dez), o presidente Jair Bolsonaro disse, também sem citar o tucano, que o governo vai “proteger a população respeitando sua liberdade, e não usá-la para fins políticos, colocando sua saúde em risco por conta de projetos pessoais de poder”.

Pazuello alertou que a “pandemia não acabou” e disse que apenas quando houver as vacinas será possível chegar próximo da normalidade.

A pandemia não acabou. Ela prossegue, vamos conviver com o coronavírus. Vamos chegar próximo a uma normalidade quando tivermos as vacinas, os antivirais que combatem efetivamente a doença”, disse.

O chefe da Saúde também disse que ainda não há, no mundo, uma vacina registrada e que as autorização para uso emergências não são a solução. Ele afirmou que vai cobrar a Anvisa rapidez no registro dos imunizantes.

Não há no mundo, até hoje, nenhuma vacina registrada. O que estamos vendo na Inglaterra é a autorização emergencial de uso para grupos restritos e com assinatura de responsabilidade individual. Essa mesma autorização emergencial foi assinada ontem nos EUA e será solicitada à Anvisa no Brasil. Mas não é isso que consideramos como solução. A solução será a vacina registrada, a vacina segura e distribuída para toda a população brasileira”, disse.

Cobrarei pessoalmente a Anvisa para que seja célere, dentro de toda a responsabilidade, dentro de toda a segurança. Mas cobrarei de forma séria para que a Anvisa seja mais célere, mais rápida possível em nos dar um registro, nos dar as autorizações necessárias para uso”, afirmou.

Sobre a aquisição dos imunizantes, o titular da Saúde disse que determinou a busca de recursos para comprar a quantidade necessária para vacinar toda a população.

Determinei hoje reuniões em Brasília para buscarmos os recursos necessários para a compra de todas as vacinas, para vacinar todo o nosso povo. Determinei também que nós tivéssemos contratos, não vinculantes inicialmente, mas já contratos, memorandos de entendimento, com todas as fabricantes de vacinas que se disponibilizarem no nosso país. Isso está acontecendo.”

Depois do evento, o governador de Goiás sugeriu, em publicação no Twitter, que o governo Bolsonaro irá confiscar vacinas que não sejam aplicadas de forma centralizada pelo Ministério da Saúde.

Toda e qualquer vacina registrada, produzida ou importada no país será requisitada, centralizada e distribuída aos Estados pelo Ministério da Saúde. Pazuello me informou isso aqui em Goiânia, hoje. Nenhum Estado vai fazer politicagem e escolher quem vai viver ou morrer de covid”, disse Caiado.

Poder 360

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