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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Anvisa e PF investigam venda de vacinas falsas por camelôs do RJ

 Quinta, 24 de Dezembro de 2020


Depois de viralizar em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, os relatos de vendas de vacinas contra a Covid-19 por camelôs no Rio viraram caso de polícia. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou à imprensa que está investigando os rumores, assim como a Polícia Federal.

– Nesse momento não é possível compartilhar informações relativas às investigações em curso. O que podemos afirmar é que qualquer comercialização ou aplicação de vacina de Covid-19, fora de pesquisa, hoje no Brasil é atividade irregular e oriunda de falsificação, pois não há vacinas autorizadas no Brasil ainda – informou a Anvisa por meio de sua assessoria de imprensa.

Os relatos começaram a circular em redes sociais nos últimos dias. No Facebook, o diretor do Baile Charme de Madureira, conhecido como Jones MFjay, contou que os camelôs do bairro da zona norte do Rio já estão vendendo o antídoto contra o vírus por R$ 50. Quem quiser sair da banquinha com a “vacina” já aplicada paga um adicional de R$ 10.

Os comentários na postagem de Jones reforçaram o testemunho.

– Na porta do Mercadão [é] só falar com o garoto que fica perto da barraca de caldo de cana – diz Andynho Lizaldo. O assunto é sério, mas diante da situação bizarra virou piada.

– O melhor é o armazenamento: 50º na sombra. Mata até bicho de pé – ironizou Thatiana Souza, numa referência à necessidade de manutenção das vacinas a temperaturas glaciais e às altas temperaturas no Verão de Madureira.

As fotos postadas nas redes mostram uma caixa da candidata à vacina chinesa BBIBP-CorV, em desenvolvimento pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, uma subsidiária do Grupo Nacional de Biotecnologia da China (CNBG, na sigla em inglês).

A Anvisa frisa ainda que as vacinas que foram importadas estão com as instituições de pesquisa e somente os voluntários selecionados puderam ser vacinados.

– Ainda assim, a vacina da Sinopharm não tem pesquisa no Brasil e, por isso, não entrou no país. Até que seja autorizado pela Anvisa, o cidadão não deve comprar e utilizar qualquer vacina que tenha alegação de prevenir a covid-19 – alertou a agência governamental.

*Estadão

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