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sábado, 15 de julho de 2017

Corpo carbonizado em canavial é de filho morto pela mãe por ser gay, diz DNA

Sábado, 15 de Julho de 2017 

Itaberlly, de 17 anos, foi esfaqueado pela mãe | Foto: Reprodução / Facebook

O corpo encontrado queimado em janeiro deste ano, em um canavial de Cravinhos, no interior de São Paulo, é mesmo de Itaberlly Lozano de 17 anos, assassinado pela própria mãe, com auxílio do padrasto, em dezembro do ano passado . A confirmação foi feita a partir de um exame de DNA. Em depoimento à Polícia Civil em janeiro, Tatiana Ferreira Lozano Pereira já havia confessado ter matado o filho a facadas por não aceitar o fato de que ele era homossexual. O laudo, do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, ficou pronto nesta quinta-feira (13). Liberados, os restos mortais de Itaberlly serão sepultados nesta sexta (14). A mãe é acusada pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de ter planejado a morte dele. Ela ainda contou com auxílio de jovens Victor Roberto da Silva, de 19 anos, Miller da Silva Barissa, de 18, e uma garota de 16 para cometer o crime. Seu marido a ajudou a esconder o corpo. De acordo com as investigações, Itaberlly foi atraído para a casa da mãe e esfaqueado no pescoço. A Polícia Civil também apontou que os dois jovens tentaram enforcar a vítima, mas, com a resistência dela, a própria mãe o esfaqueou. Depois, Tatiana e o marido, Alex Canteli Pereira, levaram o corpo até o canavial e atearam fogo. Dias antes do assassinato, o rapaz publicou em uma rede social que havia sido espancado por conta de sua homossexualidade. "Lembrando que essa mulher que eu chamava de mãe me espancou e colocou uma renca de mlk (moleques) atrás de mim para me bater, me pôs para fora de casa e me deu uma pisa (surra), sabe por quê? Porque eu sou gay". De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o casal e os dois rapazes estão presos. A garota está sob custódia, já que a polícia acredita que ela também tenha participado do assassinato. O MP que levar os acusados a júri popular. Eles são acusados de homicídio duplamente qualificado. Segundo a defesa do casal, foram os dois jovens que cometeram a crime. Os advogados sustentam que eles foram chamados por ela apenas para aplicar um “corretivo” no filho.

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