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terça-feira, 5 de junho de 2018

Sócio da Libra contradiz Temer e afirma atuação de coronel em campanha de presidente

Segunda, 04 de Junho de 2018 - 16:00

Foto: Reprodução / DCM

Gonçalo Torrealba, um dos empresários sócios do Grupo Libra, apresentou informações à Polícia Federal (PF) que contradizem a resposta do presidente Michel Temer aos investigadores que analisam a atuação do coronel João Batista Lima Filho como arrecadador financeiro de campanhas do emedebista. O coronel aposentado da PM de São Paulo é amigo de Temer e investigado no âmbito da Operação Skala. Em depoimento à Polícia Federal (PF), segundo apurado pelo G1, Torrealba afirmou que recebeu um pedido do coronel Lima para doação de campanha à candidatura de Michel Temer a deputado federal “há mais de dez anos”. O presidente, em janeiro, declarou à PF que o amigo não atuou como arrecadador de recursos, mas sim como um “auxiliar em campanhas eleitorais”. Temer foi candidato a uma vaga no Congresso em 2002 e 2006, antes de assumir como vice de Dilma Rousseff em 2010. O coronel Lima é investigado, junto com Temer, em inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) e apura se o presidente recebeu propina para editar decretos que favoreciam empresas do ramo portuário, entre elas o grupo Libra de Torrealba. O sócio do grupo, no entanto, falou que não fez doações porque a empresa ajudava candidaturas majoritárias e partidos e não eleições proporcionais, como a feita para escolha de deputados. “Quem conheceu João Baptista Lima Filho, chamado de coronel Lima, quando ele foi coordenador de campanha de Michel Temer a deputado federal há mais de 10 anos, solicitou colaboração do declarante para doação. [...] Que se encontrou mais algumas vezes com João Baptista até informar definitivamente que não poderia doar para Temer”, disse o delator. Segundo ele, os encontros ocorreram na sede do grupo Libra, que tem concessão para atuar no porto de Santos. Após prestar depoimento, Torrealba foi liberado com compromisso de comparecer na PF quando chamado. O empresário afirmou que conheceu Temer há cerca de 15 anos e que, como deputado, ele o recebia para ouvir demandas institucionais da área portuária. Torrealba teria se encontrado com o presidente em um encontro para falar de conjuntura política em um escritório do político em São Paulo e ido ao Jaburu, em 2015, para uma reunião com a então ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT).

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