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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Fachin nega quebra de sigilo telefônico de Temer, mas autoriza medida para Padilha

Sexta, 08 de Junho de 2018

Foto: Reprodução / Alan Santos

Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido da Polícia Federal (PF) de quebra do sigilo telefônico do presidente Michel Temer (MDB) no ano de 2014. Contudo, o ministro autorizou a medida para os ministros do governo Eliseu Padilha (MDB), da Casa Civil, e Moreira Franco (MDB), de Minas e Energia. Por serem próximos a Temer, a expectativa é que a quebra do sigilo dos ministros também esbarre no presidente. De acordo com o G1, a decisão foi tomada no inquérito que apura suposta propina de R$ 10 milhões combinada em jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, segundo delação da Odebrecht. Pelo entendimento da Procuradora-geral da República Raquel Dodge, que defendeu a quebra de sigilo somente para os ministros e foi contra a medida no caso de Temer, o caso ainda não tem provas suficientes que envolvam o presidente. A Polícia Federal alega que a medida possibilitaria verificar a veracidade da delação de executivos da Odebrecht, que envolvem Temer no caso. De acordo com o delator Cláudio Mello Filho, ex-executivo da Odebrecht, Temer pediu, em 2014, R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht quando ocupava a Vice-Presidência da República. O emedebista teria comparecido a um jantar no Palácio do Jaburu, com a participação de Marcelo e do ministro Padilha. Neste encontro, Temer teria solicitado "direta e pessoalmente" a Marcelo Odebrecht apoio financeiro para as campanhas do MDB em 2014, segundo a delação. O presidente já admitiu que houve o jantar, mas declarou que durante a noite valores não foram discutidos.

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