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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Chefe do tráfico preso gravou imagens testando armamento; assista ao vídeo

Domingo, 11 de Fevereiro de 2018




Luciano da Silva, de 26 anos, conhecido como Macacão, foi preso na última quinta-feira, 8, na comunidade do Gereba. A Polícia divulgou um vídeo em que o homem aparece testando uma escopeta. As imagens viralizaram e serviram como um auxílio para encontrá-lo. A Operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) cumpriu 40 mandados de busca e apreensão e deteve, além de Luciano, duas outras pessoas com mandados de prisão em aberto. 

De acordo com o titular da Draco, Harley Filho, Macacão possuia três mandados de prisão em aberto e é investigado por cinco homicídios. A região da Babilônia e do Gereba vive em conflito, pois existe um acirramento entre duas facções. A Draco está com a estratégia de prender os líderes desses grupos para dificultar a entrada de armas e drogas na comunidade. 

"Ele disse 'não doutor, às vezes a gente consegue balear dois, às vezes matar um'. O que a gente percebe é a ausência de sentimento, para ele é uma coisa banal, uma coisa do dia-a-dia. A Polícia tem tentado identificar os chefes de regiões e tentar desbaratar as organizações local", relatou o delegado.

Harley Filho destaca que Luciano migrava de residência constantemente, e que os comparsas dele empreenderam fuga. "O terreno, a geografia do local não ajuda muito. Luciano tinha uma hegemonia, inicialmente, na comunidade Santa Rita e depois migrou para o Gereba. Segundo ele, entrou na organização criminosa há mais de um ano e lá se tornou o chefe da comunidade", ressalta o delegado. 

Para o adjunto da Draco, delegado Alceu Viana, existem alianças entre as comunidades a partir da facção. "Hoje, se determinada comunidade está com policiamento reforçado, o traficante migra para outra comunidade que é da mesma facção" explica.




Vídeo 

O vídeo em que "Macacão" utiliza uma arma de fogo começou a viralizar em redes sociais e aplicativos como WhatsApp. "Sabiamos quem era o Macacão, mas não sabiamos da qualificação dele", diz.

No depoimento à Polícia, o suspeito disse que as imagens foram filmadas há dois anos. E que na época se tratava de uma demonstração do poder de fogo da arma. O vídeo seria para um possível comprador da arma, que pediu para ver o potencial do armamento. No entanto, o caso chegou ao conhecimento da Draco após a viralização nas redes sociais, que foi há aproximadamente dois meses. 

Macacão disse à Polícia que o intuito era se proteger. "Ele relatou que o intuito era se proteger. Ele disse 'quando chega aqui a gente mete bala, a gente acaba baleando dois, matando alguém, mas para nos proteger", ressalta. 

O delegado Alceu Viana ressalta que quando o traficante fala em proteger, não se refere aos moradores, mas garantir o território do tráfico de drogas. Ainda na operação da última quinta-feira, houve apreensão de R$ 400 em moedaS e dinheiro trocado, além de maconha, crack e cocaína. 

Em relação À chacina do bairro Cajazeiras e crimes que aconteceram na região, a Draco informou que esses casos correspondem à DHPP, e que a Draco tem atuado na prevenção. Luciano, além de ser alvo do cumprimento dos mandados de prisão, foi autuado em flagrante na lei das organizações criminosas e na posse de arma de fogo. 

Denúncias 
A Draco pede a colaboração para que as pessoas possam denunciar pelo WhatsApp da delegacia - (85) 88969.0182. Conforme o delegado, as pessoas podem contar com o sigilo das informações. Ele relata que essas informações têm proporcionado grandes atuações e desarticulação de ações criminosas.


Fonte: O Povo / JÉSSIKA SISNANDO

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Contato : (84) 9604-4055

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