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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Médico é investigado por tomar vacinas diferentes contra a Covid-19 em uma semana

 Quinta, 18 de Fevereiro de 2021


Médico é investigado por tomar vacinas diferentes contra a Covid-19 em uma semana
Foto: Reprodução / Youtube


Um médico da cidade de Assis, no interior de São Paulo, está sendo investigado por ter afirmado que tomou duas doses de vacinas diferentes contra a Covid-19 "por conta própria", no período de uma semana. Segundo o G1 SP, o procedimento foi aberto pelo Ministério Público do município por meio de um inquérito civil.

 

Em vídeo postado nas redes sociais na última segunda-feira (15), o profissional da saúde Oliveiro Pereira da Silva Alexandre revelou que se aplicou uma dose da CoronaVac e outra da Oxford/AstraZeneca. A publicação foi apagada nesta terça-feira (16).

 

"Veja bem, lembra que eu falei para vocês que eu tomei a CoronaVac e, por minha conta, eu tomei a da AstraZeneca. Isso não pode, tá bom? Isso não pode", diz o doutor Oliveiro, assumindo contrariar os protocolos de vacinação estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

 

Responsáveis pela instauração de inquérito civil, os promotores Fernando Fernandes Fraga e Sérgio Campanharo alegam que o médico violou "princípios norteadores da Administração Pública, especialmente o da moralidade, com a consequente configuração da prática de ato de improbidade administrativa". 

 

A prefeitura de Assis tem 10 dias para informar os procedimentos de vacinação no município e explicar o que levou o profissional a ter acesso aos imunizantes. O Hospital Regional, onde atua o médico, deve entregar informações sobre as providências adotadas para apuração da responsabilidade administrativa do médico, assim como informações de "eventual comunicação ao Cremesp [Conselho Regional de Medicina de SP] para apuração de falta ético-profissional".

 

Em novo vídeo publicado na terça, o médico fala que, dias após tomar a primeira dose (CoronaVac), recebeu uma ligação de um hospital particular para que fosse imunizado.

 

“Me ligaram mais ou menos 16h, dizendo: ‘doutor, vai parar a vacinação aqui às 17h. As vacinas que não forem usadas terão que ser descartadas por causa do resfriamento, vence o tempo dela ficar exposta e a gente não pode usar mais'. Eu pensei: ‘bom, a vacina vai ficar perdida se eu não tomar, não faz diferença’. Mas eu posso trocar a outra dose da CoronaVac pela Astrazeneca, foi esse o meu raciocínio lógico. Eu vou lá, tomo da Astrazeneca, é dose única, já estou na linha de frente mesmo, estou protegido, e a última dose da CoronaVac eu não tomaria, fica à disposição para outro cidadão. Então ninguém tomou vacina de ninguém, ninguém ficou sem vacina por minha causa.”, defendeu-se.

 

Outro problema no processo foi o fato de Oliveiro ter administrado as doses em intervalo de quatro dias. A primeira, no dia 29 de janeiro. A segunda, em 2 de fevereiro. Ele justificou que queria avaliar informações da imprensa internacional sobre a combinação dos dois imunizantes poder ser mais eficaz na prevenção de novas variantes do coronavírus.

 

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que o governo “não compactua com este tipo de atitude”, pois contraria todos os protocolos. Já o secretário municipal da Saúde de Assis, Cristiani Silvério, informou que o caso já foi notificado para o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) do estado e ao Departamento Jurídico da prefeitura para que todos os procedimentos legais sejam tomados. 

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