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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Documentos revelam mais uma empresa da mãe de Aécio Neves em paraíso fiscal

Quinta, 11 de Fevereiro de 2021


Documentos revelam mais uma empresa da mãe de Aécio Neves em paraíso fiscal
Foto: Reprodução/Pragmatismo Político

Além da relação com duas offshores já conhecidas pelos investigadores da Lava Jato, Inês Maria Neves Faria, mãe do deputado Aécio Neves (PSDB-MG), é beneficiária no exterior de uma terceira empresa cujos ativos chegam perto de 4 milhões de reais. A informação foi divulgada com exclusividade pela revista Piauí, nesta quinta-feira (11). 

 

De acordo com a reportagem, a existência da Domomedia Investment Holding, baseada em Luxemburgo, paraíso fiscal europeu, está documentada por um conjunto inédito de dados obtidos pelo jornal francês Le Monde e pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), consórcio do qual a piauí é o único veículo de imprensa brasileiro a participar.

 

A mãe de Aécio Neves é um dos 64 mil beneficiários de 140 mil empresas instaladas em Luxemburgo. A investigação jornalística aponta que entre os beneficiários há pelo menos 358 brasileiros ou residentes no Brasil cujos ativos totalizam 112,6 bilhões de euros – ou 722,6 bilhões de reais, em valores corrigidos até fevereiro de 2020.

 

Inês Maria Neves Faria, que completará 82 anos no próximo dia 27 de fevereiro, é sócia dos filhos Aécio e Andrea Neves em empresas no Brasil. O deputado é investigado por corrupção em um inquérito e responde a uma ação penal, também por corrupção. 


Inês foi citada lateralmente em um inquérito e uma ação penal sobre Aécio em curso no Supremo Tribunal Federal. No inquérito, sobre a estatal de energia Furnas, a mãe aparece como beneficiária final de uma offshore em Liechtenstein e de uma conta bancária ligada à offshore do Panamá. A suspeita do MPF é que as duas empresas tenham sido usadas para transferir dinheiro originário do esquema de propinas de Furnas, e, segundo documento  anexado aos autos do inquérito, “é forte a possibilidade” de que, por meio delas, Inês Faria tenha colaborado com o pagamento de vantagem indevida ao filho.


Diferente das outras duas offshores, sediadas em Liechtenstein e no Panamá, a empresa em Luxemburgo nunca apareceu nas apurações do Ministério Público Federal sobre Aécio. 


A Domomedia é mais recente que os fatos investigados no inquérito e na ação penal. A empresa foi criada em 2017 por um escritório especializado nesse tipo de negócio. Seu capital inicial era de 3,2 mil euros, ou 21 mil reais, segundo os balanços financeiros disponíveis no sistema do governo de Luxemburgo. Inês Faria só passou a ser sócia da Domomedia a partir de 2018. No dia 31 de dezembro daquele ano, os ativos da empresa somavam 56 mil euros, o equivalente a 363 mil reais.


À Piauí, a defesa de Inês Maria Neves Faria confirmou que ela é beneficiária de holding em Luxemburgo desde 2018, mas não diz se a operação foi declarada à Receita Federal. 

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