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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Bolsonaro fala em entregar Brasil ‘muito melhor do que encontrei’ em ‘2022 ou 2026’

Reprodução TV Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta terça-feira (6), em evento num centro de exposições na Zona Sul de São Paulo, que vai entregar um Brasil “muito melhor” em “2022 ou 2026”.

O presidente, que durante a campanha disse que iria acabar com a reeleição, mudou o discurso em junho, quando admitiu disputar um novo mandato. E, em um evento em Goiás no final de julho, cogitou estar no cargo em “2024, 2025”.

“Temos tudo para ser uma grande nação. Tenho certeza que em 2022, ou 26, entregarei o Brasil, dada a confiança que eu tenho de grande parte da população, muito melhor do que encontrei”, afirmou em discurso na abertura do 29º Congresso ExpoFenabrave, no Transamerica Expo Center, nesta terça.

Legislação ambiental

Durante discurso, o presidente disse que estuda transferir as legislações ambiental e de armas aos estados.

“Pretendo, e estamos estudando uma coisa, que eu acho que é maravilhosa, o Congresso vai decidir, passar muitas atribuições do Estado, Estado Brasil, para os estados, por exemplo na questão do desarmamento. A questão [ministro do Meio Ambiente Ricardo] Salles, que talvez você vai concordar, de licenças ambientais. O que é que nós, de São Paulo, temos a ver com a questão ambiental de Roraima?”, disse.

“Se eu fosse rei de Roraima –atenção, imprensa, não quero ser rei– mas se eu fosse rei de Roraima, com tecnologia, em 20 anos teria uma tecnologia próxima à do Japão. Lá tem tudo. Por isso que 60% do território está inviabilizado com territórios indígenas e outras questões ambientais. Temos tudo para desenvolver a Amazônia”, acrescentou.

O presidente afirmou que dados de desmatamento apontaram que ele desmatou 88% da Amazônia, numa referência a números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que apontaram que o desmatamento no bioma cresceu 88% em 2018 na comparação com o mesmo mês de 2017.

“Isso é uma péssima propaganda do Brasil lá fora. Quando se fala que nós estamos desmatando, com dados imprecisos divulgados, e quando um número absurdo como aquele, de que eu já desmatei mais de 88% da Amazônia, eu sou o capitão motosserra, irmão do general, divulgar isso é péssimo para a gente”, afirmou Bolsonaro.

A insatisfação do presidente com os números levou à queda do diretor do instituto, Ricardo Galvão, que será substituído interinamente pelo oficial da Aeronáutica Darcton Policarpo Damião.

Na segunda-feira (5), Bolsonaro afirmou que “maus brasileiros” fazem campanha com “números mentirosos contra a nossa Amazônia”.

O governo de Jair Bolsonaro vem recebendo críticas de ambientalistas, cientistas, autoridades estrangeiras e da imprensa estrangeira pelas medidas que têm tomado em relação ao meio ambiente e pelos riscos que pode estar gerando para a preservação da Amazônia.

Além de questionar dados sobre o aumento do desmatamento na Amazônia divulgados pelo Inpe em julho, Bolsonaro tem defendido tornar garimpos legais e já tentou transferir para o Ministério da Agricultura a competência da demarcação de terras indígenas. Só neste ano, o governo federal liberou o registro de um total de 262 de agrotóxicos.



OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Teixeira
    Ganha sim, só cego não ver o que se está fazendo para arrumar o Estado Brasileiro!
  2. Yago
    Ganha de novo kkk

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