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sábado, 27 de março de 2021

Médico de Alcaçuz que recomendou protocolo de medicamentos e disse que não perdeu nenhum detento para o COVID é questionado por associação

Sábado, 27 de Março de 2021

Foto: reprodução

Depois das declarações do médico Lionaldo Duarte, clínico da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, de que utiliza ivermectina para tratar precocemente covid-19 entre os presos, a Rede Potiguar de Apoio à Pessoa Privada de Liberdade Egressa e Familiares do Sistema Penitenciário (Raesp) solicitou, por escrito, uma posição do titular da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio Filho, sobre a compra e uso de medicação sem comprovação científica para experimentação biomédica entre os detentos, sem conhecimento da Secretaria.

“O médico chegou a colocar durante a entrevista que Alcaçuz foi um ‘case’ de sucesso. Com isso ele vai inferir que, se lá dentro fez o teste e ninguém morreu, quer dizer que, aqui fora, todo mundo pode tomar. Mas, sabemos que a Organização Mundial da Saúde, a Associação Nacional de Infectologia e a de Farmacologia proibiu o uso de ivermectina como tratamento profilático para covid-19”, denuncia Francisco Augusto Cruz Araújo, Coordenador Geral da Raesp/RN.

Ao longo da entrevista, concedida a uma rádio de Natal, o médico que atua em Alcaçuz também afirmou ter autorização para realizar a “pesquisa” entre os presos com a administração do remédio, normalmente, utilizado no tratamento de piolho e pano branco, para prevenir e tratar a covid-19.

Diante da afirmação, o Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio Grande do Norte – CEPCT/RN também questionou em ofício a Seap, o prefeito de Nísia Floresta, Daniel Gurgel, e a Secretária Municipal de Saúde de Nísia, Lidiane Rodrigues, sobre qual o protocolo médico autorizado no presídio. O Comitê também pediu a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do médico:

É muito grave a utilização de presos para experimento científico porque eles não são ratos de laboratório. São pessoas que cometeram crimes, foram julgados pela justiça e estão cumprindo suas penas. Existe um protocolo próprio para realização de pesquisas dentro de espaços prisionais. Como a população prisional é extremamente estigmatizada, tanto faz para a sociedade de uma maneira geral que sejam feitos testes nessa população, que essas pessoas sofram riscos, o que aumenta o risco de adoecimento nos espaços prisionais”, adverte Francisco Augusto.

No Rio Grande do Norte, não foi registrado nenhum óbito por covid-19 dentre as mais de oito mil pessoas presas, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e o Monitoramento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça.

“A Seap tem um setor específico para receber pedidos de realização de pesquisas. O que o médico fez passa longe de pesquisa científica, é um experimento próprio de uma convicção que ele tem a partir de sua concepção ideológica. Esse é o problema! Porque como o médico é o profissional autorizado para determinar o tratamento na prisão, ele utiliza seu viés ideológico para implementar o protocolo a uma população que não pode recusar. Aqui fora, posso dizer: não, não quero! Aí fica a questão, até onde vai o poder que o médico tem? A Seap, provavelmente, não tem conhecimento desse tipo de experimento, nem é recomendação da Secretaria fazê-lo”, alerta o Coordenador Geral da Raesp/RN.

Além de pedir um posicionamento oficial sobre a questão, a Raesp também vai enviar um ofício ao Ministério Público Federal solicitando que a entrevista seja analisada para verificação de algum tipo de conduta irregular

“É uma violação à dignidade humana, temos visto as consequências do uso de remédios para tratar covid-19 onde os pacientes têm apresentado graves sequelas”, critica Francisco Augusto, numa referência aos pacientes que tiveram complicações depois do uso do “kit covid” para tratamento precoce da covid-19. Alguns pacientes entraram para lista de transplante por comprometimento de órgãos danificados pelo excesso de medicamentos.

Saiba Mais – Agência de Reportagem

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Victorino

    A PeTezada entra em pânico, sai fora do radar dos mesmos. Vale tudo para tentar derrubar o governo central.

  2. Jorge Sousa

    Pronto. Então, não precisa incluir os detentos na prioridade, antes de policiais e professores.

  3. Azevedo

    Se tivesse morrido um bocado dessas pragas presas, com certeza estariam crucificado esse médico responsável pela área de saúde do presídio, os PeTralhas só querem tumultuar, pois quanto mais mortos mais barulho para eles fazerem.

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Contato : (84) 9604-4055

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