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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Planilhas apreendidas pela PF sugerem ocultação de patrimônio de Henrique Alves perto do aeroporto de SGA


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por Bruno Giovanni e Dinarte Assunção

Durante sucessivos anos, a sociedade potiguar ouviu e testemunhou o arrastado enredo sobre o aeroporto de São Gonçalo do Amarante se desenvolver. Até a inauguração do equipamento, em 31 de maio de 2014, uma sucessão de eventos que lançavam o equipamento à incerteza endossaram a tese de que seria mais um projeto para contemplação dos ingleses.

Em junho de 2011, a aquisição de 20 lotes nas imediações do terreno do aeroporto pareceria um lance de aposta imobiliária, considerando a burocracia que estava condenando o equipamento a nunca existir. Documentos da Polícia Federal obtidos com exclusividade pelo Blog do BG, no entanto, podem dar outro sentido à aquisição dos terrenos se for considerado quem está associado à transação: o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves.

Apreendido com Aluizio Dutra, assessor de Alves apanhando na Operação Lavat, um conjunto de planilhas relaciona 58 patrimônios em bens imóveis. As últimas folhas trazem as seguintes anotações:

TERRENO “AEROPORTO HEA”
20 Lts 01 A 20 Qd 21 – Loteamento Jardim Redenção
São Gonçalo do Amarante-RN. Medindo 20.000,00 m2
Adquirido Posse e Contrato de Compra e Venda Jun 2011

No mês anterior ao registro que consta nas planilhas, ou seja, maio de 2011, a Agência Nacional de Aviação Civil publicou no Diário Oficial da União o edital de licitação para a concessão do aeroporto, marcando leilão para julho. O certame, todavia, ocorreu em agosto, na Bolsa de Valores de São Paulo.

No dia 13 de maio daquele 2011, o então líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, entregou em mãos à governadora Rosalba Ciarli todos os termos do edital, garantindo-lhe que o equipamento iria sair.

No mês seguinte, a julgar pelas anotações de Aluizio Dutra, os terrenos foram comprados.

A compra dos terrenos, portanto, esperou uma definição mais concreta do governo federal sobre a construção do equipamento de voo, o que não configura qualquer ato irregular.

Mas a declaração de patrimônio do ex-deputado lança questionamentos sobre os 20 mil metros quadrados que lhe são atribuídos no entorno do aeroporto.

Apresentado à Justiça Eleitoral por ocasião de registro de candidatura ao Governo do Estado em 2014, o patrimônio declarado por Henrique, no valor de mais de R$ 12 milhões, não faz qualquer menção aos terrenos que Aluizio Dutra marcou com as iniciais de Henrique Eduardo Alves.

Os investigadores agora se questionam se a transação imobiliária se trata de ocultação de patrimônio. E também investigam se os terrenos foram adquiridos com recursos irregulares, o que configuraria lavagem de dinheiro.

A defesa de Henrique Eduardo Alves e Aluizio Dutra ainda não se manifestou.

Fonte: Blog do BG

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