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quinta-feira, 18 de março de 2021

Major Olímpio, líder do PSL no Senado, morre vítima da Covid-19

Quinta, 18 de Março de 2021


Foto: Wilson Dias/Agência Brasil (22.jan.2019)

O senador Sérgio Olimpio Gomes, conhecido como Major Olimpio (PSL-SP), morreu nesta quinta-feira (18) devido a consequências da Covid-19, aos 58 anos. A informação foi confirmada nas redes sociais do parlamentar.

“Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil”, diz a mensagem divulgada no Twitter do senador.

Diagnosticado com o vírus no dia 2 de março, o líder do PSL no Senado foi intubado duas vezes, uma no dia 6 de março, da qual se recuperou e foi extubado no dia 9, e a segunda no dia 10.

A infecção pelo novo coronavírus pode ter acontecido em uma visita ao Congresso Nacional com o objetivo de pedir verbas para emendas parlamentares. O senador estava internado no Hospital São Camilo, em São Paulo.

Caso aceite assumir o posto, o sucessor de Olimpio será Alexandre Luiz Giordano. O segundo suplente, que passa a ser o primeiro a partir de agora, é o ministro da Ciência e Tecnologia do governo Bolsonaro, o ex-astronauta Marcos Pontes.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giordano tem 48 anos, se identificou como empresário e se elegeu filiado, assim como Olimpio, ao Partido Social Liberal (PSL), legenda a que pertencia o presidente Jair Bolsonaro, hoje sem partido.

Olimpio foi o terceiro senador brasileiro que morreu por causa da Covid-19. Em fevereiro, José Maranhão (MDB-PB) morreu por causa de complicações decorrentes da doença. Em outubro, Arolde de Oliveira, do PSD do Rio de Janeiro, morreu após contrair o novo coronavírus.

Trajetória na política

Olimpio nasceu em Presidente Venceslau, cidade no interior do estado de São Paulo. Se formou como policial militar aos 20 anos e exerceu a função por 29 anos. Ele se elegeu a um cargo público pela primeira vez em 2006, como deputado estadual pelo Partido Verde de São Paulo. Ele permaneceu na legenda até 2010, quando filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

O parlamentar ascendeu defendendo a melhora na remuneração de policiais, utilizando slogans como “Polícia nota 10, salário nota 0”. No PDT fez oposição ao PSDB de São Paulo durante seus mandatos como deputado estadual. Em seu segundo mandato, foi líder do partido na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

O major desligou-se do partido em 2015, quando juntou-se ao recém-criado PMB (Partido da Mulher Brasileira), e, quatro meses depois, ao Solidariedade (SD). No mesmo ano ele assumiu seu mandato de deputado federal.

Oposição ao PT

Nos anos seguintes, na Câmara, Olimpio começou a se destacar como forte oposição aos governos do PT (Partido dos Trabalhadores), chamando a atenção com um episódio no qual gritou “vergonha” durante a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil do governo Rousseff e foi retirado do local por seguranças.

Em 2016 candidatou-se à prefeitura da capital paulista pelo Solidariedade, mas recebeu apenas 2,02% dos votos.

Enquanto deputado federal, o major fez críticas à presidência de Dilma Rousseff e, posteriormente, de Michel Temer (PMDB), ganhando notoriedade nas redes sociais. Em 2018, Olimpio se filiou ao PSL, partido do na época candidato à Presidência Jair Bolsonaro.

Nas eleições deste mesmo ano ele lançou sua candidatura ao Senado e foi eleito como o mais votado do estado de São Paulo, alinhado às pautas de Bolsonaro, principalmente na esteira de armamento à população e defesas corporativas a policiais.

O presidente e o senador se distanciaram após a saída de Bolsonaro do PSL e devido a tensões entre o governo e a Operação Lava-Jato.

Durante a pandemia da Covid-19, Olimpio fez diversas críticas às medidas de João Doria (PSDB), principalmente em relação às restrições à circulação aplicadas pelo governador paulista. O parlamentar chegou até mesmo a protocolar um pedido de impeachment contra o tucano em abril de 2020.

Foto: Reprodução/Twitter

CNN Brasil


OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bixa bixerrima

    Fez campanha contra lokedawn pagou com a vida infelizmente, a ignorância mata e escorrendo em sangue.

    • Salve vidas

      Onde o lockdown foi solução no mundo? Que país, cidade ou município que adotou o lockdown resolveu a questão do covid? Cite 01?
      Vocês são uns generalistas ideologicamente afetados que não conseguem entender nada, mas eu entendo que é falta de capacidade em raciocinar e admitir o certo.
      Argentina, França, Itália e EUA que adotaram o lockdown resolveu?
      Enquanto o México, a Índia, o Peru, a África, o Uruguai que adotaram a ivermectina preventivamente para toda população tem o número menor de mortes que todos os locais que teimam em não adotar a medicação – fato!

  2. Genilson

    Deus conforte a familia!
    Se ele faleceu de covid, como vão doar os órgãos?

  3. ZéGado

    Que Deus o receba, como os 284 mil que essa doença maldita levou.

  4. Brasil livre!!

    Deus conforte a família e amigos!!

  5. claudio

    Fique com DEUS

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