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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Hackers colocam dados vazados de todos ministros do STF à venda na internet

Quarta, 03 de Fevereiro de 2021


Hackers colocam dados vazados de todos ministros do STF à venda na internet
Foto: STF

Após o megavazamento de dados de 223 milhões de CPFs, os dados dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão à venda na internet. Entre os dados vazados, também estão informações econômicas, fiscais, previdenciárias, perfis em redes sociais, escore de crédito e fotografia pessoal.

 

A pedido do Estadão, empresa de segurança Shyhunt analisou alguns dos arquivos disponibilizados por criminosos na internet, mas não foi possível identificar a identidade ou o número de pessoas envolvidas no vazamento. O arquivo analisado é considerado um "catálogo" das informações em poder do hacker e não é possível saber se ele de fato tem essas informações, apenas que anunciou que elas estão à venda.

 

As informações estão à venda em 37 categorias: básico simples, básico completo, e-mail, telefone, endereço, Mosaic (um serviço oferecido pelo Serasa), ocupação, score de crédito, registro geral, título de eleitor, escolaridade, empresarial, Receita Federal, classe social, estado civil, emprego, afinidade, modelo analítico, poder aquisitivo, fotos de rostos, servidores públicos, cheques sem fundos, devedores, Bolsa Família, universitários, conselhos, domicílios, vínculos, LinkedIn, salário, renda, óbitos, IRPF, INSS, FGTS, CNS, NIS e PIS. Segundo o catálogo, a maioria das informações são referentes ao ano de 2019, mas há bases de 2017, 2018 e 2020 no pacote. A categoria “fotos de rostos” também inclui arquivos entre 2012 e 2020.

 

Entre os ministros do STF, Ricardo Lewandowski é o mais afetado, com dados em 26 categorias. O presidente da corte, Luiz Fux, tem dados ofertados em 23 categorias. Todos outros também têm dados em mais de 20 categorias: Dias Toffoli (25), Luiz Roberto Barroso (25),  Alexandre de Moraes (24),  Gilmar Mendes (24),  Rosa Weber (23), Kassio Nunes Marques (23), Edson Fachin (22), Cármen Lúcia (21) e Marco Aurélio Mello (21), também de acordo com o jornal. Entre os dados à venda, também estão os do presidente Jair Bolsonaro, e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

 

O presidente do STF, ministro Luiz Fux, pediu providências. Foram enviados ofícios ao ministro da Justiça, André Mendonça, e ao ministro Alexandre de Moraes, relator do Inquérito 4.781, que apura ofensas e ameaças aos ministros do STF, de acordo com o jornal.  Fux também considerou gravíssimo o vazamento de dados de milhões de brasileiros, devido à sua abrangência e gravidade.

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Contato : (84) 9604-4055

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