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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Covid-19: Ministério lança app que sugere uso de medicações sem comprovação

Sexta, 15 de Janeiro de 2021


Covid-19: Ministério lança app que sugere uso de medicações sem comprovação
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello lançou nesta semana, em Manaus, o aplicativo TrateCOV, que estimula a prescrição de medicamentos sem eficácia comprovada para tratamento da Covid-19. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (14) pelo portal Uol.

 

Pazuello afirmou que o pilar da estratégia do ministério contra a pandemia é o "tratamento precoce".  "Diagnóstico não é do teste. Não aceitem isso. É do profissional médico. O tratamento, a prescrição, é do médico, e a orientação é precoce", disse Pazuello. "A medicação pode e deve começar antes desses exames complementares. Caso o exame lá na frente der negativo, reduz a medicação e tá ótimo. Não vai matar ninguém", completou

 

No aplicativo, o usuário sinaliza quais sintomas está apresentando e após o diagnóstico da doença é definido por uma pontuação com base nas informações passadas. Logo após, o TrateCOV sugere a prescrição de hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina. Segundo o ministério, o tratamento muda de acordo ao quadro do paciente.

 

Os medicamentos não têm eficácia comprovada contra a Covid-19 e são rejeitados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) para o tratamento do vírus. 

 

O aplicativo também indica o uso do corticóide dexametasona, que é recomendado pela SBI para casos mais graves. O ministério afirma que o uso do TrateCOV poderá ser "ampliado para outras regiões do país".

 

O ministério afirma que o uso do TrateCOV poderá ser "ampliado para outras regiões do país". "A ação tem o objetivo de fornecer mais um mecanismo que dará maior segurança e agilidade no diagnóstico da Covid-19, visando reduzir o risco de internações e óbitos", diz a pasta em nota.

 

Por ordem do governo federal, o Laboratório do Exército produziu mais de 3,2 milhões de comprimidos da cloroquina. Em novembro, estavam encalhadas mais de 400 mil doses. O Brasil também recebeu cerca de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da farmacêutica Sandoz, mas até a metade de dezembro ainda não havia conseguido distribuir 500 mil unidades. 

 

Ainda segudndo o Uol, além da baixa procura, o fármaco foi enviado em caixas com 100 ou 500 comprimidos e precisa ser fracionado com custo repassado a Estados e municípios.

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