martins em pauta

terça-feira, 13 de março de 2018

Centro de Reprodução Assistida da Maternidade Januário Cicco ajuda casais a realizar o sonho de ter filhos

Terça, 13 de Março de 2018


Ter filhos parecia impossível para a assistente administrativa Virginia Souza. Após 10 anos de tentativas, ela descobriu um fator tubário que a tornava infértil e diminuía a probabilidade de uma gestação. A solução foi partir para a Fertilização In Vitro (FIV), realizada no segundo semestre de 2013 e que deu como fruto sua filha Maria Eduarda, hoje com 3 anos de idade.

“Depois de muitas tentativas, finalmente fui mãe, um sonho muito desejado e realizado com a ajuda de todos que fazem o Centro”, afirma.

O Centro de Reprodução Assistida (CRA) da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e filiada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), veio preencher uma lacuna na assistência aos casais que possuem algum tipo de problema de infertilidade, a qual se categoriza pela incapacidade de se obter uma gestação, após um ano de tentativas mantendo relações sexuais frequentes sem o uso de contraceptivos.

Completando 5 anos de inauguração neste dia 1º de março, o Centro possui uma taxa de sucesso de gravidez em torno de 38% e ao longo dos anos possibilitou o nascimento de cerca de 53 crianças. O local oferece toda a assistência médica, multidisciplinar de psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais aos casais que entram no programa.

O primeiro passo que um casal com dificuldade de engravidar é procurar atendimento em qualquer posto de saúde, explica a médica, especialista em reprodução assistida e coordenadora do centro, Mychelle Garcia. “As pacientes devem vir encaminhadas do SUS, de algum médico que faça nela o diagnóstico de infertilidade. Desta forma, os casais passam pela consulta onde se investigam todos os fatores relacionados à infertilidade”, explica.

É o caso da técnica de enfermagem Daliana Gabriele dos Santos, 33 anos, e do policial militar Magno Alves, de 34 anos, que sonham em ter o primeiro filho e realizaram no último dia 27 de fevereiro a primeira consulta no Centro.

“Estamos tentando engravidar há um ano e meio e sem sucesso. Depois de algumas investigações foi diagnosticada a minha infertilidade”, explica Daliana.

Segundo o companheiro, o desejo de ser pai era latente. “Sempre tive a vontade de ter um filho, mas com o passar dos anos e diante de relações anteriores que não deram certo, eu comecei a me acostumar com a ideia de não ser pai. Só que ao conhecer a Deliana o desejo reacendeu”, diz.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 278 mil casais não conseguem ter filhos no Brasil, o que representa 15% do total, e a OMS ainda revela que um a cada cinco casais apresenta algum tipo de problema. Os fatores podem ser tanto de origem feminina como masculina.

A médica ressalta que os fatores clínicos que causam a infertilidade nas mulheres variam desde problemas anatômicos até problemas hormonais, enquanto nos homens, os fatores estão relacionados diretamente a avaliação qualitativa e quantitativa de espermatozoides.

“Quando o fator é feminino, as causas mais frequentes são os fatores tubários, decorrentes de processos inflamatórios ou da endometriose e problemas hormonais relacionados a problemas de amadurecimento, rompimento ou baixa reserva de óvulos. Já no lado masculino, a triagem do sêmen norteia o caminho a ser seguido”, afirma.

Habilitado em oferecer técnicas como inseminação artificial, fertilização in vitro (FIV) e a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), o centro chega a realizar por ano cerca de 4 mil consultas e 249 procedimentos.

O Centro de Reprodução Assistida funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, sábados e domingos das 7h às 13h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (84) 3342-5815.

Sobre a Ebserh

Desde agosto de 2013, a MEJC-UFRN é filiada à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação que administra, atualmente, 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Com informações da UFRN

Fonte: Blog do BG

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Contato : (84) 9604-4055

Contato : (84) 9604-4055