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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Ricardo Coutinho está de férias e chama acusações de ‘genéricas’

Terça, 17 de Dezembro de 2019

(Foto: Nalva Figueiredo/Jornal CORREIO)

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), divulgou nota no começo da tarde desta terça-feira (17), dia em que teve a prisão decretada na sétima etapa da Operação Calvário. Ricardo é suspeito de participar de um esquema criminoso no Estado da Paraíba e já é procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) porque estaria fora do Brasil. PSB e PT também se pronunciaram; veja mais abaixo.

Na nota, ele classifica as acusações contra ele de “genéricas” e disse que vai colaborar com a Justiça para provar que é inocente. Leia abaixo, na íntegra, o texto publicado na conta oficial do ex-governador no Instagram.

“Fui surpreendido com decisão judicial decretando minha prisão preventiva em meio a uma acusação genérica de que eu faria parte de uma suposta organização criminosa.

Com a maior serenidade digo ao povo paraibano que contribuirei com a justiça para provar minha total inocência. Sempre estive à disposição dos órgãos de investigação e nunca criei obstáculos a qualquer tipo de apuração.

Acrescento que jamais seria possível um Estado ser governado por uma associação criminosa e ter vivenciado os investimentos e avanços nas obras e políticas sociais nunca antes registrados.

Lamento que a Paraíba esteja presenciando o seu maior período de desenvolvimento e elevação da autoestima ser totalmente criminalizado.

Estou em viagem de férias previamente programada, mas estarei antecipando meu retorno para me colocar à inteira disposição da justiça brasileira para que possa lutar e provar minha inocência.

Ricardo Vieira Coutinho”.

PSB se pronuncia

O PSB, partido do qual o ex-governador faz parte, também se posicionou em nota, no começo da tarde desta terça-feira (17), sobre a nova etapa da Operação Calvário.

“O PSB reafirma, como sempre, seu total apoio à apuração dos fatos, respeitados o devido processo legal e o amplo direito de defesa”, disse.

Além disso, o partido defendeu a conduta do ex-governador. “O PSB reitera sua confiança na conduta do ex-governador Ricardo Coutinho e dos demais investigados e investigadas, na certeza de que uma apuração isenta e justa resultará no pleno esclarecimento das denúncias”.

PT chama de ‘espetacularização’

O Partido dos Trabalhadores na Paraíba chamou de “espetacularização política e midiática” a divulgação das informações oficiais tornadas públicas pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

“Uma investigação que deveria se revestir de sobriedade e objetividade foi mais transformada em prejulgamento na mídia, apesar da fragilidade técnica e jurídica da medida cautelar que decretou as prisões”, disse o partido.

A legenda disse que “causou espanto” o ex-governador ser procurado pela Interpol no caso. “Causa espanto, por exemplo, a ordem de inclusão do nome de Coutinho na lista de alertas da Interpol, ato que não encontra qualquer justificativa na conduta do ex-governador”.

A operação

Foi deflagrada, na manhã desta terça-feira (17), a sétima fase da Operação Calvário, batizada como ‘Juízo Final’. O ex-governador da Paraíba e presidente estadual do PSB, Ricardo Coutinho, é alvo de mandado de prisão preventiva. Ele não está no Brasil. Devido a este motivo, foi solicitada a inclusão do nome do ex-governador na difusão vermelha da Interpol (organização internacional de polícia criminal). Dezenas de ordens judiciais são cumpridas nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Goiânia e Paraná.

A Justiça também mandou prender a deputada estadual Estela Bezerra (PSB); a prefeita de Conde, Márcia Lucena (PSB); o ex-procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro; a ex-secretária da Saúde do Estado, Claudia Veras; o ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Waldson de Souza; Coriolano Coutinho, irmão de Ricardo Coutinho; Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas; José Arthur Viana Teixeira; Benny Pereira de Lima; Breno Dornelles Pahim Neto; Francisco das Chagas Ferreira; Denise Krummenauer Pahim; David Clemente Monteiro Correia; Márcio Nogueira Vignoli; Valdemar Ábila, Vladimir dos Santos Neiva; e Hilário Ananias Queiroz Nogueira.

Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal não tinha confirmado quais prisões já haviam sido concretizadas. Cerca de 350 policiais federais, procuradores da República e auditores da Controladoria-Geral da União participam da operação.

A etapa ‘Juízo Final’ apura desvio de R$ 134,2 milhões de recursos públicos destinados a serviços de saúde na Paraíba, por meio de fraudes em procedimentos licitatórios e em concurso público, corrupção e financiamento de campanhas de agentes políticos, bem como superfaturamento em equipamentos, serviços e medicamentos. As investigações apontam que, do montante desviado, R$ 120 milhões teria sido usado para financiar campanhas nas Eleições Estaduais de 2010, 2014 e 2018. Veja aqui detalhes da investigação.

O desembargador Ricardo Vital destacou serem gravíssimos os crimes atribuídos aos investigados, inserindo-se no rol das infrações penais de elevado potencial ofensivo. “Trata-se, na hipótese, de apuração de crimes de relevo, que subtraem dinheiro da saúde e da educação de forma perniciosa, trazendo vultoso prejuízo a toda a sociedade paraibana. Assim, diante do porte do esquema que se pretende desembaraçar, cumulado com a forte articulação dos envolvidos, sopesa-se contundente sugestão fática e real de periculosidade a deferir a constrição”, ressaltou.

Portal Correio

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Iranilson
    Ricardo bandido mõ da Paraíba, Lula bandido mõ do Brasil, será que são irmãos siameses?
  2. Cadeia Corrupto
    Já viu algum "inocente" da esquerda pego em corrupção não se colocar como vítima e perseguido?
    Tem também os que são pegos com a mão na massa e jura que tudo que a chácara, o apartamento, os vinhos, os móveis a roupa, tudo é dos amigos… Mais um inocente corrupto pego!
    • paulo
      BG
      Esse já foi do Partido dos Trambiqueiros, agora está numa sub-legenda de apoio a criminosos.

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