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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Metade dos brasileiros sacaram reserva financeira para cobrir despesas, diz SPC

Terça, 28 de Novembro de 2017 

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Metade dos brasileiros que têm algum tipo de reserva financeira teve que sacar parte desses recursos para cobrir despesas extras em setembro. Levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 18% da população deu esse destino ao dinheiro guardado, enquanto que 12% teve que sacar os recursos para pagar alguma dívida, 11% para pagar contas básicas de casa e 10% em razão de imprevistos. O dado é referente ao mês de setembro. No período em questão foi observado que 73% dos brasileiros encontraram dificuldade para guardar parte dos seus rendimentos. Apenas 21% dos entrevistados conseguiram poupar pelo menos parte do salário que ecebem. Entre os consumidores das classes C, D e E, o índice é ainda menor e cai para 16%. Nas classes A e B, ainda que a proporção de poupadores tenha crescido para 38%, o número ainda é minoria. A média dos recursos guardados foi R$ 321. Entre o grupo que não poupou nenhum centavo, 47% justificam receber renda muito baixa, o que inviabiliza sobras no fim do mês. Imprevistos e falta de renda foram mencionados por 18% e 17% dos entrevistados, respectivamente. A falta de controle dos gastos e de disciplina foi justificativa de 13,1%. "O momento de crise econômica exerce influência entre as principais razões apontadas para não poupar, mas não é o único fator. O descuido com relação aos gastos também deve ser visto com atenção. Para aqueles que não se veem como disciplinados, a dica é recorrer a aplicações automáticas, de modo que o dinheiro possa ser guardado com regularidade", sugeriu a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. O levantamento foi feito em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Manaus e Belém, totalizando aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, é composta por pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é 3,5 pontos percentuais, com confiança de 95%.

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