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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Jereissati quer volta do financiamento privado de campanha; 'Muito difícil', diz Eunício

Quinta, 17 de Agosto de 2017 

Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) | Foto: Ana Volpe/ Agência Senado

A comissão especial da reforma política na Câmara dos Deputados aprovou na terça (15) as propostas que estabelecem o distritão para as eleições de 2018 e a criação de um fundo bilionário para financiar campanhas com dinheiro público. Entretanto, segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, tem senador articulando uma possível volta do financiamento empresarial de campanhas. De acordo com a publicação, Tasso Jereissati (PSDB-CE) chamou o presidente do Senado, Eunício OIiveira (PMDB-CE), para discutir o assunto. A solução, entretanto, precisa de acordo com o Judiciário, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional essa forma de financiamento. No entanto, Eunício afirmou nesta quarta (16) considerar “muito difícil” a volta dessa modalidade nos próximos pleitos. A declaração foi dada após reunião com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Para o peemedebista, este é um “momento inoportuno” para discutir a volta do financiamento empresarial. Ele afirmou não ter problema em pautar o assunto, mas acredita não haver ambiente para isso “Acho muito difícil que, no meio de uma crise dessa, uma crise política criada pelo sistema anterior, relacionada ao financiamento de empresas, a gente coloque para a sociedade que deve se voltar tudo para o financiamento privado”, disse Eunício a jornalistas, segundo a Agência Brasil. O presidente do Senado informou também ter alertado Cármen Lúcia sobre a possibilidade de judicialização da reforma política. “Eu coloquei algumas posições do parlamento, para que ela tome conhecimento. Pode ser que algum partido entre aqui com alguma Adin (Ação Direta de Insconstitucionalidade). Ela assim tem uma noção do que estamos discutindo”, declarou. Ele defendeu que seja aprovado, já para as próximas eleições, no mínimo o fim das coligações e a cláusula de barreira, que restringe a atividade política de partidos com baixo desempenho eleitoral.

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