A movimentação ocorre justamente enquanto o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negocia com autoridades um possível acordo de delação. Em paralelo, documentos da Receita Federal, enviados à CPI do Crime Organizado, indicam que o escritório de advocacia vinculado à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, teria recebido R$ 80,2 milhões do banco entre 2024 e 2025. A defesa do escritório afirma que não confirma “essas informações incorretas e vazadas ilicitamente”.
O processo em questão estava sem andamento desde julho do ano passado. Contudo, na última segunda-feira (6), Moraes determinou sua liberação para inclusão na pauta do plenário físico do STF, embora ainda não haja data definida para o julgamento.
Nos bastidores, investigadores avaliam que a situação envolvendo Moraes é mais delicada do que a enfrentada anteriormente pelo ministro Dias Toffoli, que manteve relação comercial, por meio de empresa familiar, com um fundo de investimentos associado ao Banco Master.
O comentarista político Henrique Oliveira questionou:
"Por que pautar uma ação de 2021 agora em 2026, com a delação de VORCARO a caminho?
E a delação do MAURO CID?
Será anulada também?"

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