Terça, 07 de abril de 2026
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação criminal e outra por improbidade administrativa contra pesquisadores investigados por uso irregular de recursos do Ministério da Saúde no projeto “Sífilis Não“, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
As denúncias são resultado da Operação Faraó, deflagrada em 2023, que apura suposto desvio de verbas por integrantes do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), vinculado à Funpec. Segundo o MPF, os recursos públicos teriam sido utilizados para despesas pessoais, pagamento indevido de diárias, concessão irregular de bolsas e custeio de viagens sem relação com o projeto.
Entre as irregularidades apontadas estão o pagamento de mais de R$ 200 mil em viagens, incluindo uma ida à Europa com familiares, além de gastos em restaurantes de alto padrão. Também há indícios de favorecimento, como a indicação de parentes e concessão de bolsas a pessoas sem qualificação técnica.
As investigações ainda identificaram despesas em duplicidade e uso de recursos fora dos acordos firmados com entidades parceiras. Parte dos valores também teria sido movimentada por meio de cartões corporativos vinculados ao projeto.
O MPF pede a condenação dos envolvidos por peculato, crime que pode levar a penas de até 12 anos de prisão, além de sanções por improbidade administrativa, como perda de bens, suspensão de direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) participaram das investigações, que ainda têm desdobramentos em outros estados.
Em nota, o Lais informou que apresentou toda a documentação aos investigadores e afirmou que as ações seguiram a legislação. Os pesquisadores negam irregularidades, rejeitaram proposta de acordo para encerrar o caso e dizem que irão comprovar a legalidade dos atos na Justiça.
Veja a nota completa do LAIS
Em virtude de matéria divulgada pelo Ministério Público Federal sobre ação criminal e de improbidade administrativa envolvendo o “Projeto Sífilis Não!”, o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde, da UFRN, ressalta ter conhecimento de todas as acusações, já tendo oferecido aos denunciantes todos os documentos comprobatórios sobre os questionamentos realizados. A todo momento, os pesquisadores citados apresentaram seus esclarecimentos, com base na legislação vigente, comprovando a legalidade de todas as ações realizadas no decorrer do Projeto. Neste momento, os pesquisadores citados estão tranquilos, pois sabem da lisura de seus atos e estão cientes e confiantes quanto aos processos que estão por vir.
Outro ponto relevante é o fato de que, em agosto de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) a pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A proposta buscava encerrar o processo judicial sob a justificativa de evitar custos advocatícios e o sofrimento psicológico dos envolvidos.
No entanto, os acadêmicos rejeitaram a oferta por considerarem as acusações totalmente infundadas. Diante da negativa, o procurador deu prosseguimento aos trâmites legais de sua competência. Ao abrir mão da resolução simplificada, o grupo reafirmou sua convicção na inocência e o desejo de prová-la perante a justiça.
Os pesquisadores deverão, inclusive, formalizar uma representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por abuso de autoridade, em virtude dos constrangimentos e da exposição a que foram e continuam sendo submetidos.

Opinião dos leitores
Ufrn cada dia mais degradada. A petralhada transformou a instituição num lupanar. Fora a transformação em paraíso dos maconheirosm
Por onde anda o boçal do Ricardo Valentim do LAIS? Em que deram as operações em cima dele e da mulher? Mistério.
Onde tem petistas tem roubo de dinheiro público!!!
Vixeeeee

,esse pessoal da galera do amor fazem essas maracutaias??????
Valha,pensei que eram os formadores de opinião que sempre se colocam como os bons samaratinos inimigos dos bons costumes,bote pra descer nesses malandros.