Terça, 20 de janeiro de 2026
A oposição ao governo Lula (PT) aposta na derrubada do veto ao projeto que reduzia as penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Parlamentares afirmam que a votação deve ocorrer logo após o retorno do Congresso, no início de fevereiro, e projetam um placar mais favorável do que o registrado na aprovação da proposta.
A mobilização ganhou força após a transferência de Bolsonaro para a Papudinha. O líder da oposição, senador Izalci Lucas (PL-DF), pediu prioridade na análise do veto.
Aliados estimam que mais de 50 senadores apoiem a derrubada — acima dos 48 votos obtidos na votação original. Para reverter o veto, são necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado.
Se aprovado, o projeto será promulgado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Em paralelo, parlamentares retomaram a defesa da anistia. O relator da proposta no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), apresentou um projeto de perdão total aos condenados.
O texto vetado por Lula poderia reduzir a pena de Bolsonaro de 27 anos para pouco mais de dois anos, segundo o relator na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP).
Enquanto aliados do ex-presidente defendem a mudança, a base governista tenta manter o veto. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirma que derrubá-lo seria ignorar os crimes cometidos no 8 de Janeiro.
Uma decisão que beneficie o ex-presidente tem sido defendida por aliados dele, como o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O parlamentar criticou o veto de Lula e classificou a medida como “hipocrisia”.

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