Quinta, 29 de janeiro de 2026
Com 39 anos e formação em ciência política, Fernández concorre pelo Partido Soberano do Povo (PPSO) e consolidou sua posição ao defender a continuidade das políticas adotadas pelo governo de Rodrigo Chaves. A boa avaliação do atual presidente tem impulsionado sua campanha.
O eixo central da plataforma de Fernández é a segurança pública. Ela defende medidas mais firmes contra o crime organizado, entre elas a possibilidade de decretar “estados de exceção” em áreas com forte presença do narcotráfico. A proposta encontrou respaldo em um eleitorado cansado da violência e em busca de respostas mais duras do Estado.
Enquanto isso, o campo anti-governista se divide. Álvaro Ramos (PLN) e Claudia Dobles (Agenda Cidadã) somam apenas 9% cada, seguidos por Ariel Robles (4%) e um conjunto de outros 16 nomes que não saem da margem de erro. A fragmentação dificulta a construção de uma alternativa competitiva contra o avanço governista.
INDECISOS AINDA PODEM MUDAR O JOGO
Apesar do cenário favorável, 26% do eleitorado ainda não definiu o voto — percentual que pode alterar o desfecho final. Esse grupo é composto principalmente por jovens, mulheres e moradores de regiões costeiras, perfil que expressa desgaste com o sistema político tradicional.
Se esse contingente se mobilizar, há chance de segundo turno 5 de abril. Se não, Fernández deve confirmar a vitória e consolidar uma guinada do país à direita.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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