Sexta, 29 de agosto de 2025
“
Minha vida já acabou”.
Mello Araújo afirmou que foi ao encontro com o objetivo de animar o ex-presidente.
“Na minha carreira visitei policiais que acabaram presos em ocorrências por troca de tiros e depois foram absolvidos. Eu sei o que é isso, o que a pessoa que está presa passa”, disse o coronel, que foi indicado por Bolsonaro para compor a chapa de Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo.
Segundo ele, o encontro foi uma tentativa de levantar o ânimo do ex-chefe do Executivo.
“Quando fui visitá-lo, fui para deixá-lo animado. Cheguei, abracei. Sentamos e ficamos das 14h às 18h conversando. Ele começou a contar a história da vida dele: do Exército até a presidência. E eu jogando ele para cima. Disse que [a prisão domiciliar] é mais uma que ele vai superar, assim como a facada e um acidente em salto de paraquedas. Ele é ousado, não para”, relatou.
Ainda de acordo com o vice-prefeito, Bolsonaro se emocionou ao dizer:
“Estou com 70 anos, a minha vida já acabou”.
Na tentativa de animá-lo, Mello Araújo respondeu que o ex-presidente ainda “está no jogo” e que sua história pode render “um filme de Hollywood, com final feliz”. Ele afirmou acreditar em uma intervenção divina e em um “fato novo” capaz de mudar o cenário.
Sobre a saúde de Bolsonaro, o coronel revelou que sugeriu um plano de exercícios físicos em casa, mas o ex-presidente resistiu.
“Montei um treino físico para ele se exercitar em casa, na esteira. Ele respondeu que não dava, mas que faria depois”, contou.
Ao falar sobre o cenário político, Mello Araújo disse que Bolsonaro não tem se concentrado nas eleições de 2026.
“Ele não está com cabeça em eleição. Por isso, acho sacanagem o pessoal querer o espólio eleitoral dele. Estão enterrando ele vivo. Querem 40 anos nas costas dele. Fui lá para levantar o ânimo dele. Fico indignado de ver tanto bandido sendo solto — traficante, homicida, ladrão — e Bolsonaro preso”, concluiu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário