Sábado, 30 de agosto de 2025
A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) subiu para 77,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho. Aumentou 0,9 ponto percentual ante junho. O BC (Banco Central) divulgou o relatório “Estatísticas Fiscais” nesta sexta-feira (29). Já as contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 66,6 bilhões em julho deste ano.
Leia abaixo o que influenciou na relação dívida-PIB no mês:
- gastos com juros (+0,8 ponto percentual);
- emissões líquidas de dívida (+0,4 ponto percentual);
- efeito de desvalorização cambial (+0,1 ponto percentual); e
- variação do PIB nominal (-0,4 ponto percentual).
No ano, a DBGG teve alta de 1,1 ponto percentual por causa dos seguintes efeitos:
- gastos com juros (+5,1 pontos percentuais);
- variação do PIB nominal (-3,6 pontos percentuais); e
- efeito da valorização cambial (-0,4 ponto percentual);
Segundo o Banco Central, a dívida bruta do Brasil somou R$ 9,6 trilhões em julho.
GASTOS COM JUROS DA DÍVIDA
O setor público consolidado gastou R$ 109,0 bilhões em julho com os juros da dívida pública. Havia somado R$ 80,1 bilhões em julho de 2024. A diferença de R$ 28,9 bilhões se deve aos seguintes motivos, segundo o BC:
- crescimento do estoque do endividamento público; e
- alta da taxa Selic no período.
Em 12 meses, a despesa com juros da dívida totalizou R$ 941,2 bilhões, o que corresponde a 7,64% do PIB. Havia sido de R$ 869,8 bilhões nos 12 meses até julho de 2024. O resultado nominal –que inclui gastos com a dívida pública– foi de um deficit de R$ 175,6 bilhões em julho. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo somou R$ 968,5 bilhões, ou 7,86% do PIB.
Com informações de Poder 360 e g1
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