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terça-feira, 21 de junho de 2022

O extraordinário tropismo positivo de Lula, farsante insuperável, desrespeitoso e misógino

Terça, 21 de Junho de 2022









Acho que não ofenderei os Biólogos nem a Biologia se ampliar este conceito para a sociologia e a para a política. É que existem indivíduos que exercem um tropismo positivo sobre outros indivíduos de análoga formação e objetivos. Um caso exemplar foi o tropismo positivo do fora da lei Clyde Chestnut Barrow sobre Bonnie Elizabeth Parker, que se juntaram para formar a famosa dupla de assassinos cruéis conhecida por Bonnie & Clyde.

Esta dupla assassinou, segundo avaliações, cerca de treze pessoas, nove delas policiais. Entretanto, quando foram mortos em uma emboscada policial, tiveram, cada um em sua cidade natal, um enterro digno de chefes de Estado. Multidões acompanharam os caixões dos bandidos até a sepultura, como se fossem heróis nacionais. É um dos casos de tropismo positivo mais evidentes da História, só superado pelo tropismo positivo de Lula por multidões de brasileiros, inclusive nas universidades.

Mas nem sempre o tropismo positivo tem esta conotação criminosa. Existem as pessoas que são atraídas por um notável artista ou intelectual (Bach, Handel, Beethoven, Schopenhauer, Cervantes, Nietzsche, Espinoza, Rembrandt, Vermeer, ...) por afinidade e admiração. Trata-se de um belo tropismo positivo. Há também os que se afastam do mau-caráter, do canalha, do corrupto, do assassino por princípios, aversão e nojo. Este é um relevante caso tropismo negativo.

Neste texto quero me cingir a um exemplo notório na vida política do Brasil. O leitor já deve ter inferido que me ocuparei aqui de Luiz Ignorácio Lula da Çilva; Lula, ‘for short’.

Lula é um caso emblemático de tropismo positivo, para alguns, e negativo, para outros. Desde logo confesso que me incluo no segundo grupo, aquele que sente uma tremenda aversão a Lula e a tudo o que lhe diz respeito: demagogia, mentira, preguiça, ignorância, corrupção, homofobia, misoginia e desrespeito humano.

Quanto ao desrespeito, Lula é notório. Desrespeito em relação às mulheres, ou, pelo menos, àquelas mulheres que não têm “grelo duro”, segundo sua expressão chula. Desrespeito com relação à sua defunta segunda mulher, ao discursar por mais de vinte e cinco minutos ao lado do caixão, falando apenas de si próprio, fazendo proselitismo político sem tocar no nome da esposa morta. Desrespeito aos homossexuais; tanto que já ofendeu a cidade de Pelotas (RS) por esta ser, segundo ele próprio falou, polo “exportador de veados”. Desrespeito aos brasileiros e aos recursos oriundos do povo trabalhador, ao criar e administrar, junto com alguns comparsas, dois dos maiores escândalos de corrupção – desvio de dinheiro público - jamais vistos em uma democracia ocidental: Mensalão e Petrolão.

Crápula entre os crápulas, mentiroso entre mentirosos, demagogo entre demagogos e farsante insuperável, desrespeitoso e misógino, é difícil apontar alguém que tenha se aproximado de Lula e que não tenha pelo menos uma das suas inúmeras “qualidades”, entre elas a mais notória: o caráter de um megacorrupto. Este é o mais evidente tropismo positivo que Lula exerce sobre todo potencial corrupto. É cansativo, tedioso mesmo, tentar listar exemplos deste deletério tropismo positivo de Lula. Entretanto, uma pequena amostra é posta aqui, todos nela já condenados na Lava Jato:

José Dirceu - ex-ministro da Casa Civil de Lula; Antônio Palocci - ex-ministro da Fazenda de Lula; João Vaccari Neto - ex-tesoureiro do PT; Delúbio Soares - ex-tesoureiro do PT; João Cláudio de Carvalho Genu - ex-assessor do PT; José Carlos Bumlai – pecuarista amicíssimo de Lula. Tinha entrada garantida ao Gabinete de Lula, sem necessidade de passar pela Segurança; Jorge Luiz Zelada - ex-diretor da Petrobras; Sérgio Cunha Mendes - ex-vice-presidente da Mendes Júnior; Roberto Marques - ex-assessor de José Dirceu; Luiz Eduardo de Oliveira e Silva - irmão de José Dirceu; Júlio César dos Santos - ex-sócio de José Dirceu, etc.

Como se já não bastasse a antiga lista de comparsas de Lula, eis que o noticiário nacional nos acorda para mais um caso de horror: o contador de Lula. Coisa recente, ao vivo. Vejam excertos da notícia divulgada pela CNN em 16/06:

“A 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro da Justiça estadual de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 40 milhões em imóveis e ônibus de integrantes do PCC e do contador João Muniz Leite. Muniz é contador da família do ex-presidente até os dias atuais. Até hoje, cuida da contabilidade e divide sala com empresas do filho do petista [Lula], Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Além de Muniz, o ato judicial atinge também o traficante de drogas Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, considerado um dos principais fornecedores de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC), e seu sócio, Silvio Luiz Ferreira, ...”

Ora, são inúmeras as pessoas que entregam suas declarações a um contador por, entre outras razões, segurança jurídica e (é o meu caso) falta de apetite para preencher formulários que mudam todos os anos. Nunca ouvi um caso de contador ligado a uma organização criminosa. De fato, os contadores formam uma das categorias profissionais mais honestas, conforme reconhecimento público. Mas nem esta categoria parece resistir à aproximação com Lula. Este político tem um tropismo positivo impressionante, até para atrair um membro de uma profissão reconhecidamente honesta.

Há que se afirmar, por uma questão de honestidade, que o ex-presidiário Lula não é investigado no caso. E não adiantaria investigá-lo mesmo! Com a atual composição do STF (Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, ...) Lula teria qualquer processo derrubado, quando chegasse àquela Corte.

Mas o que se conclui desta nova notícia é o que acima eu já havia comentado: nem Bonnie & Clyde foram capazes de gerar tamanho tropismo positivo, capaz de competir com Lula. Este, se hoje morresse (não estou desejando isso!) bateria em muito o comparecimento que se verificou quando do enterro da dupla americana.

Vergonhoso, este recorde brasileiro.

Foto de José J. de Espíndola

José J. de Espíndola

Engenheiro Mecânico pela UFRGS. Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio. Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra. Doutor Honoris Causa da UFPR. Membro Emérito do Comitê de Dinâmica da ABCM. Detentor do Prêmio Engenharia Mecânica Brasileira da ABCM. Detentor da Medalha de Reconhecimento da UFSC por Ação Pioneira na Construção da Pós-graduação. Detentor da Medalha João David Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis. Criador da área de Vibrações e Acústica do Programa de Pós-Graduação em engenharia Mecânica. Idealizador e criador do LVA, Laboratório de Vibrações e Acústica da UFSC. Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado.


Jornal da Cidade Online

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