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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

O Globo destaca entrevista de Bolsonaro ao BG: “O senhor Barroso, obviamente, é pessoal a questão dele comigo. E ele não vai ganhar na canetada”

 Quarta, 04 de Agosto de 2021

Foto: Isac Nóbrega/Presidência

O Globo destaca em reportagem na tarde desta quarta-feira(04) a entrevista do presidente da república ao BG. No texto, pontua a fala de Bolsonaro ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, de que ele “não vai ganhar na canetada”. Bolsonaro e o presidente do TSE divergem sobre a adoção do voto impresso.

— O senhor Barroso, obviamente, é pessoal a questão dele comigo. E ele não vai ganhar na canetada. Não estamos aqui brigando para dizer quem mais homem, quem não é mais homem. É para termos a certeza de quem o povo votou, o voto vai exatamente para aquela pessoa — disse Bolsonaro, em entrevista à rádio 96 FM, de Natal (RN).

Apesar do presidente dizer que Barroso tem uma questão “pessoal” contra ele, 15 ex-presidentes do TSE, além da cúpula atual do tribunal, divulgaram uma nota defendendo o sistema atual de votação do Brasil. Além disso, oito ex-procuradores-gerais da República também se manifestaram recentemente em defesa da urna eletrônica, que Bolsonaro questiona sem apresentar provas de fraude.

Na segunda-feira, o TSE abriu um inquérito administrativo para apurar os ataques sem provas que Bolsonaro vem fazendo ao sistema eletrônico de votação, e pediu que ele seja investigado também em um inquérito já aberto no STF.

Bolsonaro fala na possibilidade de irregularidades nas eleições desde a disputa de 2018. A partir de março de 2020, começou a prometer que iria apresentar “provas” de fraudes. Entretanto, em transmissão realizada na semana passada com essa finalidade, o presidente admitiu que não tem provas, apenas “indícios” e “suspeitas”, a maioria deles baseados em vídeos antigos já desmentidos pelo TSE.

O presidente defende que a urna eletrônica imprima um comprovante do voto. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com esse teor está sendo discutida em uma comissão especial da Câmara, mas a tendência é que o projeto não seja aprovado.

Na entrevista, Bolsonaro também comentou o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso. O presidente voltou a dizer que fará uma correção pela inflação — apesar de seguir sem explicar como e disse que, com isso, o valor do fundo ficará “menos da metade do que foi aprovado no Parlamento”.

Com o Globo

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