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sábado, 15 de agosto de 2020

Conversas gravadas por ex-secretário de Witzel são peça chave em acordo de delação

Sábado, 15 de Agosto de 2020 


Conversas gravadas por ex-secretário de Witzel são peça chave em acordo de delação
Foto: Reprodução/Metrópoles

Conversas com políticos, gravadas pelo ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, são parte fundamental do acordo de delação premiada que firmou com a Procuradoria geral da República (PGR), no âmbito das investigações de um suposto esquema de desvios de verbas em compras emergenciais para o combate à Covid-19. De acordo com O Globo, ele teria gravado diálogos com o governador Wilson Witzel e o pastor Everaldo Dias Pereira, presidente do PSC. 


A reportagem afirma que Edmar iniciou as gravações após vir á tona o escândalo do superfaturamento de contratos na pasta que comandava. O teor das conversas é mantido sob sigilo. 


Edmar foi preso no dia 10 de julho, sob a acusação de ser um dos chefes de um esquema de corrupção que teria desviado R$ 1 bilhão em compras durante a pandemia. Uma série de denúncias sobre superfaturamento e direcionamento de editais foi feita na gestão do ex-secretário. 


De sete hospitais de campanha, somente dois foram inaugurados, ainda assim, com capacidade abaixo da prevista. Mil respiradores para pacientes em estado grave, pelos quais o estado pagou R$ 36 milhões, nunca chegaram. Desse total, apenas 52 foram entregues, e nenhum era adequado para o tratamento da Covid-19. 


Ao jornal, a assessoria de Witzel frisou que ele não foi informado sobre o conteúdo da delação premiada de Edmar e que jamais teve, em toda a sua gestão, “qualquer conversa que não fosse a respeito de assuntos governamentais e de interesse da população fluminense com o ex-secretário de Saúde ou com qualquer outro integrante do governo”. 


O pastor Everaldo, presidente do partido do governador, também afirmou que desconhece detalhes do acordo firmado pelo ex-secretário com a PGR, mas disse que está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.


Para firmar o acordo com a PGR, que pode livrá-lo da denúncia, Edmar também se prontificou a devolver R$ 8,5 milhões aos cofres públicos. Esse foi o valor encontrado em espécie durante as ações de busca e apreensão da operação Mercadores do Caos, conduzida pelo Ministério Público estadual.

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