Terça, 24 de março de 2026
Seis ministros do Supremo Tribunal Federal receberam valores acima do teto do funcionalismo (R$ 46,3 mil) mesmo já ocupando cargos na Corte — enquanto o próprio STF analisa medidas para restringir os chamados supersalários.
Desde 2019, os pagamentos extras somam cerca de R$ 2,8 milhões e têm, em sua maioria, origem em verbas retroativas de funções exercidas antes da chegada ao tribunal.
Ministros que receberam acima do teto:
1. Alexandre de Moraes — mais de R$ 1 milhão
2. Gilmar Mendes — mais de R$ 880 mil
3. Kassio Nunes Marques — mais de R$ 277 mil
4. André Mendonça — cerca de R$ 175 mil
5. Flávio Dino — valores acima do teto
6. Luiz Fux — valores acima do teto não detalhados
Os chamados “penduricalhos” são, em geral, verbas criadas ou reconhecidas posteriormente e pagas com efeito retroativo, o que eleva temporariamente os salários acima do teto constitucional.
Apesar disso, o STF vem tomando decisões para restringir esses pagamentos. Liminares de Flávio Dino e Gilmar Mendes já barraram supersalários e novas regras que ampliem esses benefícios.
Ministros como Edson Fachin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Cristiano Zanin não tiveram pagamentos extras identificados no período. O tema deve ser julgado pelo plenário do STF nos próximos dias.
Com informações de Folha de S. Paulo

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