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terça-feira, 24 de março de 2026

Malu Gaspar vaza as pesquisas de Vorcaro no Google 24h antes da prisão

 

Terça 24 de março de 2026




A análise dos registros aponta que, em 16 de novembro de 2025, Vorcaro procurou no Google detalhes sobre o juiz responsável pelo caso envolvendo o Banco Master. A consulta ocorreu um dia antes de sua prisão, que se deu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando ele tentava embarcar em um jatinho particular rumo a Dubai, com escala em Malta. As autoridades interpretaram a situação como uma possível tentativa de evasão do país.

A informação é da jornalista Malu Gaspar.

O foco das buscas era descobrir o magistrado da 10ª Vara Federal de Brasília encarregado do inquérito, antes da eventual remessa do processo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as mensagens recuperadas pela investigação, chama atenção um conteúdo enviado via WhatsApp, em formato de visualização única, no qual consta a preocupação com discrição:

“Vocês são próximos? Ricardo Soares Leite, 10ª Vara Criminal Federal”.

Segundo apuração, a Polícia Federal também sustenta que o grupo associado a Vorcaro teria acessado indevidamente sistemas internos de instituições como o Ministério Público Federal (MPF), a própria PF e até o FBI. Esses acessos teriam possibilitado a obtenção antecipada de informações sigilosas, incluindo dados sobre investigações relacionadas a possíveis irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB.

Em outra frente, mensagens atribuídas à defesa, conduzida pelo advogado Walfrido Warde, indicam uma tentativa de contato insistente com o juiz responsável pouco antes da prisão. Em uma dessas comunicações, o advogado afirmou estar “infernizando o cara”. Ao ser questionado, Warde declarou que agiu dentro dos limites legais, afirmando ter apenas cumprido “seu dever de ofício” ao buscar interlocução com autoridades que considerava competentes, no âmbito do “exercício regular da advocacia”.

Há ainda registros de que o ex-banqueiro teria mantido troca de mensagens com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, nas quais relataria ações voltadas a “salvar” a instituição financeira. De acordo com os relatos, as respostas teriam incluído emoticons e conteúdos de visualização única. O ministro, por sua vez, nega qualquer participação ou orientação relacionada ao caso.

Com a reunião desses elementos, os investigadores avaliam que o conjunto probatório pode reforçar as suspeitas já existentes e influenciar o andamento dos procedimentos judiciais e administrativos envolvendo Vorcaro.

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