Quarta, 07 de janeiro de 2026
Segundo a ordem judicial, Rodríguez passa a exercer “o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”. O tribunal justificou a medida como necessária diante da ausência forçada do chefe do Executivo.
O Supremo acrescentou que ainda irá analisar o caso com mais profundidade para “determinar o quadro jurídico aplicável para garantir a continuidade do Estado, a administração do governo e a defesa da soberania face à ausência forçada do Presidente da República”. A corte indicou que novas decisões podem ser tomadas nos próximos dias.
Pouco depois da captura de Maduro, Delcy Rodríguez reuniu ministros e fez um apelo direto à população venezuelana para resistir ao que classificou como uma intervenção norte-americana nos assuntos internos do país. A convocação ocorreu em meio a um clima de forte tensão política e militar.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, a vice-presidente pediu tranquilidade e declarou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”. Ela reforçou que Nicolás Maduro continua sendo o legítimo chefe de Estado e descreveu sua detenção como um “sequestro” promovido pelos Estados Unidos.
Porém, a nova presidente já começou a baixar o tom e acatar os posicionamentos dos EUA.
Os próximos dias serão decisivos.

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