Sexta, 30 de janeiro de 2026
"Sobre o cão Orelha, a Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e Delegacia de Proteção Animal (DPA) da Capital, com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da PMSC, deram cumprimento a dois mandados de busca e apreensão de telefones celulares de dois adolescentes investigados que estavam fora do Brasil, deferidos pela Vara da Infância e Juventude da Capital, com aval da Promotoria da Infância e Juventude", detalhou o deleagdo Ullisses Gabriel, delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina.
Além da apreensão dos aparelhos, ambos já foram intimados a prestar depoimento.
"Os equipamentos serão enviados para a PCI para extração de dados, tal qual os demais apreendidos no dia 26 de janeiro. Também foi solicitado a emissão de laudo de corpo de delito do cão Orelha", complementou Ullisses Gabriel.
A Polícia Civil apura o envolvimento de ao menos quatro adolescentes na agressão que levou à morte do animal, considerado mascote da Praia Brava. O cachorro foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata e chegou a receber atendimento veterinário, mas não resistiu.
As investigações seguem sob sigilo e incluem a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores, além da apuração de eventual participação de adultos em suposta coação no curso do processo. Três parentes dos adolescentes chegaram a ser indiciados sob a acusação de terem intimidado um vigia local que teria presenciado o ataque.
O caso provocou uma onda de indignação que ultrapassou os limites de Santa Catarina e trouxe à tona, em nível nacional, o debate sobre a eficácia da legislação brasileira de combate aos maus-tratos contra animais. Famosos, ativistas e políticos engrossaram o coro de revolta nas redes sociais.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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