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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Analfabetos de hoje são os discípulos de Paulo Freire, que não aprenderam a ler o mundo e a conhecer a realidade: Uma resposta a Leandro Karnal

Segunda, 20 de Setembro de 2021

Será esse o seu fracassado legado?


Paulo Freire, pedagogo e filósofo, Patrono da educação no Brasil, morreu em 1997. Mais de duas décadas de sua morte, “ele volta à vida”, com direito a homenagens em toda a mídia, pelos seus 100 anos.

Neste domingo (19), o Google estampou a fotografia do educador na entrada de pesquisa, para comemorar o seu centenário, fotos em edifícios, eventos culturais, atos militantes e, claro, um artigo de um “colega filósofo” procurou ser “neutre” na sua escrita, para não perder o público, que adora suas falas verborreicas, cheias de disfarce, para esconder o seu esquerdismo.

Trata-se do escritor Leandro Karnal, que fez o artigo, domingo (19), no jornal “O Estado de São Paulo”, intitulado: 'Antes de defender ou atacar Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos':

Começa assim:

“Vou desafiar meus leitores e minhas leitoras. É um convite a uma posição mais científica na formulação de opiniões. Meu texto de hoje tem dois objetos: um é de memória de um centenário, outro é uma metodologia de pensamento”.

E prossegue, com cautela, mas diz, com todas as letras que o indivíduo, o brasileiro, não gosta de ler... Confira as palavras dele:

“O indivíduo é um evangélico fervoroso e, por causa da sua fé, evita ler um bom texto do Papa Francisco, por exemplo. Obviamente, o mesmo ocorre com o católico convicto em relação a outros credos. Também Freud, Adam Smith ou Marx são precedidos de muitas informações de segunda mão”.

E mais adiante, diz que as pessoas ao emitir suas opiniões:

“...apenas tomaram contato com trechos, excertos, frases perdidas. Talvez Platão e a Bíblia sejam as vítimas mais frequentes desse mal”.

E arremata com a parábola dos cegos que apalpam um elefante...

Depois de filosófica e gentilmente acusar o povo de cego e de analfabeto funcional, procura unir esse assunto ao centenário do seu amigo.

Fala brevemente sobre o nascimento, vida e legado do pernambucano Freire, que em sua juventude, viu a oportunidade de aprumar-se como educador de adultos. Talvez, com a alfabetização destes adultos, iniciou-se o processo de “esquerdização” do povo oprimido, já que mais tarde, publicou o seu livro mais importante: “Pedagogia do Oprimido”.

Diante do mais completo caos na educação, o professor fazia suas pertinentes perguntas:

“Como construir uma sociedade produtiva e minimamente justa com analfabetismo, letramento imperfeito, dificuldades estruturais de leitura e de interpretação de texto? Abundam alunos defasados na relação idade/ano cursado, desistência e evasão escolar, sucateamento material da escola pública e a evidente falta de um projeto nacional consistente e contínuo sobre a educação. O quadro comovia o jovem Paulo Freire e a nós, cem anos depois.”

Nossa! Aqui um ato falho de Leandro Karnal.

“O quadro comovia o jovem Paulo Freire e a nós, cem anos depois”

Verdade seja dita. Parece que o nosso filósofo não se deu conta de que começou o texto acusando o povo de ser... “analfabetos funcionais, não leem nada em profundidade, só faz recortes de trechos, excertos, frases perdidas” ... E essa realidade ainda nos comove cem anos depois?

Quem esteve no poder nos últimos cem anos, no Brasil? Nos últimos 30 anos?

Será que o legado de Paulo Freire, não passou de produção de livros, com propósitos ideológicos e não práticos? Qual a verdadeira contribuição dele para Educação Brasileira, já que o caos persiste ainda hoje?

Qual o resultado prático para os alunos, se o Brasil alcançou a 64ª posição em ranking de competitividade, tendo a pior avaliação entre as nações analisadas, alcançando o último lugar?

E Leandro, no artigo, inadvertidamente, capricha nas qualidades e títulos de Paulo Freire, só faltou dizer que: “não há uma viva alma mais intelectual do que o Paulo”. Talvez, se iguale a outro Paulo, o Coelho, irmãos, em ideologia.

Já concluindo o artigo, o senhor Leandro defende o falecido centenário:

“Um brasileiro debatido e estudado no mundo todo. Não por acaso, é o patrono da educação brasileira. Comecei falando do caráter pouco científico de julgar sem ler. Depois falei do centenário de Paulo Freire. Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense. Encontro bem menos leitores. Lanço o desafio cheio de esperança no centenário dele: antes de defender ou atacar Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos”.

E, finalmente, o apelo “comovente” do filósofo a todos os brasileiros:

“Por fim, livremente, sendo você de esquerda ou de direita, emita sua sagrada opinião, agora com certo embasamento. Educação é algo muito sério. Paulo Freire encarou o gravíssimo drama do analfabetismo. Hoje vivemos outro tipo de drama: pessoas que possuem a capacidade de ler e se recusam a fazê-lo. Freire dizia que a esperança é um ato revolucionário”.

Entenderam? Leandro karnal, diz que só depois de você leitor, ler, ao menos dois livros de patrono da educação brasileira, é que pode emitir sua opinião. Diz que é de "caráter pouco científico julgar sem ler".

Sou Psicóloga e Psicopedagoga, que significa especialista na área escolar. Trabalhei muitos anos em escolas particulares. Li vários dos livros de Paulo, pois, era obrigatório. Confesso, que em minha inocente juventude, eu e as professoras, amávamos os seus hipnotizantes conteúdos. Jovens são movidos a paixão. Toda a literatura de esquerda, as artes e as músicas, são feitas para atrair os jovens. Não por acaso se identificam mais com a esquerda.

Paulo Freire disse:

“A educação modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais”.

Como não concordar com essa frase?

Acredito que o problema está muito mais na interpretação da obra de Paulo Freire, do que do conteúdo em si (para o bem e para o mal), até porque, queiramos ou não, há muitas frases humanistas e testemunhos comoventes de pessoas que ele entrevistou, em seus livros. O uso que cada um faz disso é a questão.

Obviamente, a produção literária do educador, embasou toda a filosofia da educação brasileira, e, tem sim, viés comunista/socialista.

Viemos dessa educação esquerdista. Mas, os tempos são outros; a era Bolsonaro não precisa desse patrono. Chegou a hora de desconstruir Paulo Freire!

E para isso, não há nada de errado em usar as próprias palavras dele:

O seu método pretendia habilitar o aluno a “ler o mundo”, trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la).

Leandro Karnal, não entendeu que o povo brasileiro pode até não gostar de ler. E nessa era da internet, a alfabetização se dá muito mais na “leitura de mundo”; o povo está aprendendo a “ler a realidade” e, nunca como agora, esteve tão bem-informado, e sabe quais conteúdos merecem ser considerados e lidos.

Analfabetos de hoje são os discípulos de Paulo Freire, que não aprenderam a ler a mundo e a conhecer a realidade. Será esse o verdadeiro e fracassado legado de Freire?

É tempo de DESCONSTRUIR Paulo Freire, para poder reescrever uma nova realidade, transformá-la! O mundo “endireitou” de vez.

“A esperança é um ato revolucionário”.

Uma verdadeira revolução está em curso.

Quanto ao centenário de nascimento de Paulo Freire?

Está morto há 24 anos!

Deixemo-lo descansar em paz!


Fonte: Jornal da Cidade Online

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