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sábado, 9 de abril de 2011

Polícia apresenta acusados de intermediar a venda de revólver ao atirador por R$ 250.


RIO - Os dois homens que teriam intermediado a venda por R$ 250 de um revólver ao atirador Wellington Menezes de Oliveira, responsável pelachacina que deixou 12 mortos na Escola Municipal Tasso da Silveira, na quinta-feira, em Realengo, foram indiciados por comércio ilegal de arma de fogo. A pena pode chegar a 8 anos, informou o delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, neste sábado. O chaveiro Charleston de Souza de Lucena, de 38 anos e o vigia Izaías de Souza, de 48 anos, foram presos na madrugada deste sábado.

— Se eu soubesse que era para fazer isso, jamais teria feito o que eu fiz. Agora, infelizmente vou ter que pagar — disse Izaías ao site G1. — Eu acho que tenho parte da culpa, mas culpa diretamente pelo assassinato eu não tenho — disse ele, que quando viu a notícia do ataque chorou e pensou na filha e na enteada que estudam em uma escola em Sepetiba.

A PM chegou aos suspeitos a partir do relato de um informante, que teria presenciado uma conversa entre o chaveiro, vizinho de Wellington em Sepetiba, e o vigia. O informante desconfiou e acionou o 21º BPM (São João de Meriti), que enviou um policial à paisana a Sepetiba, onde o atirador morava. Policiais identificaram os dois suspeitos, que a princípio negaram ter participado da venda do revólver. Em seguida, porém, eles trocaram acusações e, mais tarde, acabaram confessando o crime na DH.

Segundo o G1, o chaveiro revelou à PM que Wellington era conhecido na região onde morava em Sepetiba pelo apelido de "Sheik", devido à barba longa que cultivou até dias antes do crime.

“Nós descobrimos esses dois homens porque um PM à paisana ouviu o vendedor comentar ao chaveiro, tá vendo aquela arma que te vendi, tá vendo como ela tava afiadinha?, olha o estrago que ela fez”, reproduziu o comandante.

De acordo com o sargento Paulo Augusto, responsável pela equipe que prendeu os dois homens, o chaveiro contou que conheceu Wellington após realizar um serviço na casa do rapaz. Segundo a declaração do chaveiro, o homem que promoveu o ataque à escola em Realengo alegou que queria uma arma para sua proteção.

No início da madrugada deste sábado, o delegado titular da Divisão de Homícidos (DH), Felipe Ettore, foi até o plantão judiciário pedir a prisão preventiva de Charleston e Isaías por porte ilegal de armas.

Os revólveres usados por Wellington e as 66 cápsulas disparadas, além de um cinturão e um carregador de munição, foram apresentados ontem. De acordo com o delegado Felipe Ettore, Wellington usou as duas armas — um revólver calibre 38 e outro 32 — ao mesmo tempo. O revólver 32 foi roubado em 1994 de um sítio.

Fonte: Jornal Extra

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