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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Delegado chora indignado com mais um crime de um sociopata reincidente, mas juíza manda soltar

Segunda, 02 de fevereiro de 2026

Um país onde um delegado que faz seu trabalho chora ao se deparar com um sociopata reincidente que tortura uma menina de 16 anos, agride e deixa em coma outro menino, além de outros processos.

E onde uma juíza absolutamente irresponsável coloca esse demente de volta às ruas depois de pagamento de fiança.

O preço: essa senhora mantém seu emprego, mas não dorme mais.

Quando essa aberração cometer outro crime - e vai acontecer - ela será CÚMPLICE.

Nada mais, nada menos.

Leia o texto publicado no Diário de Ceilândia:

O delegado que sentiu a dor que a lei ignorou
Na madrugada de 22 de janeiro, Pedro Arthur Turra, 19 anos, espancou um adolescente de 16 anos após discussão por um chiclete. A vítima sofreu parada cardíaca por 12 minutos, teve a calota craniana removida e permanece em coma em uma UTI.
Pedro foi preso em flagrante. No dia seguinte, pagou R$ 24,3 mil de fiança e foi solto. A juíza Ana Claudia Loiola entendeu que a conduta "não evidencia periculosidade exacerbada".
Enquanto isso, o delegado Pablo Aguiar investigava. O que encontrou foi assustador: quatro inquéritos policiais contra o mesmo agressor.
Em junho de 2024, Pedro forçou uma adolescente a beber vodka. Depois, torturou a mesma garota com taser, descarregando o aparelho completamente enquanto ria. No mesmo mês, espancou jovem em praça. Em julho, agrediu homem de 49 anos.
Nesta sexta-feira (30/1), durante coletiva de imprensa, ao falar sobre o depoimento da adolescente torturada, Pablo Aguiar chorou.
"Sinto a dor de um pai", disse, a voz embargada. "Ele não tem condição de viver em sociedade."
Ali estava a diferença entre quem vê processos e quem vê pessoas. A juíza encontrou "ausência de periculosidade" em quatro inquéritos. O delegado identificou um sociopata que tortura rindo.
Pablo fez seu trabalho: reuniu provas, documentou padrões, ouviu vítimas. Revelou que mais de 10 pessoas têm medo de denunciar Pedro. Agora deposita esperança no Ministério Público, especialmente no Gaeco, e no Judiciário para que "enxerguem o caso com mais seriedade".
Um delegado não deveria precisar chorar em público para que o sistema leve a sério um torturador. Mas talvez suas lágrimas sejam o alerta que faltava: isso não é burocracia. São vidas destroçadas.
Foto de Marco Angeli Full

Marco Angeli Full

https://www.marcoangeli.com.br

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.


Fonte: Jornal da Cidade Online

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Contato : (84) 9 9151-0643

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