Sexta, 06 de fevereiro de 2026
Gaspar destaca que a investigação avançou sobre os descontos associativos, que ele estima em R$ 10 bilhões ao longo de 10 anos, e diz que a CPMI passou cerca de quatro meses focada nessa frente, reunindo informações e cruzamentos que, nas palavras dele, derrubariam a narrativa de que “a CPI não ia dar em nada”.
Na sequência, o relator afirma que a CPMI entra agora na “segunda parte” da apuração, com foco no Sistema Financeiro Nacional, elevando o tamanho do problema: ele menciona um ambiente investigativo que pode envolver, nos últimos cinco anos, algo entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões. Para Gaspar, essa é a “parte mais forte” do caso — e onde haveria maior resistência política.
Ele também denuncia obstáculos para ampliar o prazo de funcionamento da comissão: relata que houve coleta de mais de 200 assinaturas para prorrogação, classificada por ele como prevista de forma “automática” no regimento, mas afirma que o pedido não teria sido sequer autuado pelo presidente do Congresso. No mesmo trecho, diz que o presidente do Congresso teria imposto sigilo sobre visitas do “Careca” ao Congresso/Senado e conclui que, diante desse cenário, a CPMI poderia ter que buscar o STF para garantir a continuidade dos trabalhos, argumentando ser um “direito do povo brasileiro”.
Por fim, Alfredo Gaspar reforça que não enxerga o tema como briga “de direita ou esquerda”, afirma que nunca se recusou a votar convocações e encerra com um recado direto: a CPMI não pode “fazer favor” usando “o chapéu do aposentado e do pensionista”, acusando haver parlamentares alinhados ao sistema financeiro e prometendo insistir para “expor” a engrenagem investigada.
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