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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Ex-deputado encontra forma inesperada para protestar contra ampliação da vistoria veicular

 Sábado, 07 de fevereiro de 2026





A iniciativa tem como objetivo chamar atenção para uma emenda incorporada ao parecer da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei nº 3507/2025. A modificação abre caminho para a exigência de vistoria periódica em veículos com mais de cinco anos de fabricação, condicionada a regulamentação futura do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que ficará responsável por definir os prazos e intervalos das inspeções.

Segundo Mudalen, o protesto busca alertar parlamentares e autoridades de trânsito sobre os impactos sociais e econômicos da medida. Ao chegar à capital federal, o ex-deputado pretende protocolar ofícios na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e encaminhar pedidos formais tanto ao Contran quanto à Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito).

Para ele, a proposta penaliza justamente quem já enfrenta dificuldades financeiras.

“Quem anda com carro antigo não está fazendo isso por luxo. É porque não tem alternativa. Criar mais uma obrigação, com risco de penalidade, é empurrar custo para quem já está no limite. Segurança no trânsito é importante, mas não se constrói com generalizações nem com mais burocracia”, afirma.

Dados do Relatório da Frota Circulante Brasileira 2023, elaborado pelo Sindipeças/Abipeças, indicam que aproximadamente 34,4 milhões de veículos leves em circulação no país têm mais de cinco anos de uso, o que amplia o alcance potencial da medida em debate.

Abaixo-assinado e mobilização

Paralelamente à viagem, Mudalen também divulga um abaixo-assinado que pretende entregar às autoridades responsáveis pela análise do tema. O documento busca reunir assinaturas de motoristas e apoiadores contrários à ampliação da vistoria periódica.

Segundo o ex-parlamentar, embora a proposta não estabeleça valores, o impacto financeiro é inevitável.

“A lei pode não falar em preço, mas fala em multa. E toda vez que isso acontece, o roteiro é conhecido: o poder público credencia empresas privadas, cria exigências técnicas e, no fim, a conta vai para o bolso do trabalhador”, declarou.

A travessia em um veículo clássico é apresentada como um gesto simbólico para reforçar o argumento de que carros antigos continuam em circulação por necessidade, e não por escolha, e que mudanças na legislação devem considerar a realidade de milhões de brasileiros.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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