Quarta, 04 de fevereiro de 2026
Foto: Reprodução
Um novo laudo pericial do Ministério Público do RJ trouxe detalhes decisivos sobre a morte de Henry Borel, ocorrida em 8 de março de 2021, no Rio. A análise, feita com tecnologia de reconstrução em 3D, descartou a hipótese de queda e concluiu que a morte da criança, de quatro anos, não foi acidental, mas resultado de sucessivos episódios de agressão.
O documento foi elaborado pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (Dedit) e identificou um padrão de lesões externas e internas incompatível com acidente doméstico, conforme informações do Metrópoles. Segundo o perito Fernando Esbérard, a tecnologia permitiu reconstruir a dinâmica dos fatos no espaço e no tempo, reforçando o nexo causal entre a violência contundente e o óbito, já sustentado pela acusação desde o início das investigações.
O julgamento da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, está marcado para o dia 23 de março deste ano. Ambos respondem por homicídio, tortura e coação. À época, afirmaram que Henry teria sido encontrado desacordado no apartamento onde vivia, na Barra da Tijuca, mas exames médicos apontaram morte por hemorragia interna e laceração hepática.
O caso teve impacto além dos tribunais e resultou na criação da Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), que endureceu mecanismos de proteção à criança e ao adolescente. Às vésperas do júri, o pai de Henry, Leniel Borel, afirmou que espera não apenas um julgamento, mas uma responsabilização firme diante do que define como uma brutalidade inaceitável.
Fonte: Blog do BG
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