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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Num universo paralelo: Haddad eleito e de mãos dadas com Maduro

Quarta, 27 de Fevereiro de 2019


Enquanto isso, em um universo paralelo:

O presidente da república, Fernando Haddad, reiterou que o governo brasileiro é solidário ao governo venezuelano e ao presidente Nicolas Maduro.

- O governo legítimo e democraticamente eleito do presidente Maduro está sob severos ataques de forças reacionárias, tendo à frente os Estados Unidos, movidas pela cobiça despertada pelos recursos naturais da Venezuela - afirmou o presidente, que completou:

- Isso está claríssimo. Não há nenhum outro motivo que justifique essa óbvia tentativa de golpe.

A rápida entrevista coletiva no Palácio do Planalto contou ainda com a presença da vice-presidenta Manuela D'Ávila, que declarou:

- A Venezuela passa por alguns probleminhas, sim, mas não é nada disso que falam por aí, viu gente? Tem um pouco de desabastecimento, mas é culpa dos empresários gananciosos e do embargo imposto pelo Trump.

Perguntada sobre o fato do regime chavista estar há vinte anos no poder e Donald Trump há apenas dois na presidência dos Estados Unidos, Manuela começou a responder, mas foi interrompida pelo presidente Haddad, que finalizou a entrevista declarando:

- Com a ajuda do Brasil e de outros governos progressistas da América Latina, nossos irmãos venezuelanos voltarão rapidamente a viver em prosperidade.

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Recém nomeado pelo presidente Haddad para o cargo de ministro extraordinário das relações latino-americanas, o ex-presidente Lula chegou hoje a Caracas para tentar mediar a crise política agravada desde que Juan Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela e foi reconhecido como tal pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por todos os países latino-americanos - exceto Brasil, Bolívia, Nicarágua e El Salvador.

Afastado dos holofotes desde que foi beneficiado por um habeas corpus do STF no dia 1º de Janeiro, Lula lidera uma grande delegação, que inclui a ministra dos direitos humanos, Dilma Rousseff, o ministro da indústria e comércio, Fernando Pimentel e o ministro da cultura, Jean Wyllys, além dos empresários Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro e Joesley Batista. O ex-ativista italiano Cesare Battisti acompanha a delegação como convidado especial.

Em cerimônia no Palácio de Miraflores, ao lado de Maduro, Lula discursou por mais de uma hora, anunciou que empresas brasileiras voltarão a investir pesadamente na Venezuela graças a novas linhas de crédito concedidas pelo BNDES e reafirmou o compromisso de apoiar o regime chavista, que classificou como "democrático e popular", de qualquer tentativa do que chamou de "golpe":

- Não vamos esquecer - disse Lula - que a companheira Dilma aqui do meu lado, apenas três anos atrás, também sofreu um golpe patrocinado por esse mesmo pessoal aí, que também tavam (sic) de olho no petróleo do nosso pré-sal. Felizmente, na última hora, em Outubro do ano passado, o povo brasileiro acordou, votou no companheiro Haddad e trouxe a gente de volta pro lugar de onde a gente nunca devia (sic) ter saído e, se Deus quiser, não vamos (sic) sair tão cedo - finalizou o ministro.

Já Dilma, falou rapidamente com a imprensa e afirmou:

- Tem pessoas aqui na Venezuela que acham que se o Maduro sair, vão ganhar e outras que vão perder. Não acho que quem ganhar ou perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder.

O ministro Jean Wyllys, por sua vez, anunciou que o Ministério da Cultura promoverá, em data ainda a ser confirmada, um grande concerto em Caracas, reunindo artistas venezuelanos e brasileiros, como forma de estreitar os laços entre os dois países:

- Acabei de falar com o Caetano e ele confirmou que vai participar. Ai, gente, vai ser lindo - declarou Jean.

Outros artistas brasileiros cotados para o evento são a cantora Maria Gadu, o rapper Emicida, o compositor Geraldo Azevedo e a banda de rock Detonautas.

Também foi anunciado que o filme brasileiro "Marighella", será lançado oficialmente em Caracas, com a presença do diretor Wagner Moura, que enviou convite especial para o presidente Maduro para a sessão de estreia.

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Enquanto isso, em Roraima, o exército brasileiro mantém fechada a fronteira com a Venezuela para evitar a entrada de dissidentes. O ministro da defesa e chefe das Forças Armadas, Jaques Wagner, confirmou que, por determinação da Presidência da República, todo venezuelano ilegal será preso e deportado.

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No Rio de Janeiro, o ex-deputado e ex-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, anunciou para seus seguidores nas redes sociais que transmitiria, na noite desta segunda-feira, uma live diretamente de sua garagem; e que, em seguida, promoveria um hangout com o escritor Olavo de Carvalho; o tema seriam as relações, segundo ele "espúrias", do governo brasileiro com o venezuelano, que classificou como "ditadura":

- Como todo mundo já esperava, aquele Haddad não apita nada, quem tá governando o Brasil é o Lula e esses vagabundos do PT vão arrancar mais dinheiro do povo brasileiro pra segurar no cargo aquele ditador comunista da Venezuela, tá oquêi? - afirmou em um vídeo postado à tarde.

Contudo, à noite, uma inexplicável falha no sinal de internet de todas as operadoras no bairro da Barra da Tijuca, impossibilitou que os eventos digitais fossem realizados.

Questionadas, Net, Vivo, Oi e Tim ainda não explicaram o motivo da queda no sinal.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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