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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Para bancar elite, Brasileiros já pagaram R$ 2 trilhões em impostos em 2018











Sexta, 09 de Novembro de 2018


O serviço público federal é composto por mais de 2 milhões de funcionários públicos, dos quais mais da metade recebe salários e privilégios totalmente incompatíveis com a realidade do país. Há casos em que servidores, sobretudo no Judiciário, que contam com remuneração até 12 vezes maior que trabalhadores da iniciativa privada na mesma função.

Segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), os Brasileiros já pagaram mais de R$ 2 trilhões em impostos somente em 2018. Mais de 93% de todo este dinheiro é gasto pela União com despesas obrigatórias, como o pagamento dos altos salários de servidores, ativos e inativos. Isto significa que sobra menos de 7% de tudo que o governo arrecada para devolver ao cidadão sob a forma de investimentos em saneamento básico, saúde, educação, segurança, infraestrutura, etc.

Apesar de a arrecadação estar subindo, o governo fechará o ano com déficit de mais de R$ 100 bilhões. Os gastos com altos salários, regalias e privilégios, como o auxílio-moradia, são previstos em Lei aprovadas pelos próprios beneficiários, em conluio com seus 'protegidos' no Congresso. Não adianta dizer que é uma vergonha que alguém receba ao final do mês mais de R$ 50 mil e ainda conte com passagens, hospedagens, alimentação, gasolina, carros, motoristas, escolas para os filhos de até 24 anos, auxílio livro, auxílio-moradia, diárias extras pagas em dólar em viagens ao exterior e outros 'complementos' que custam o suor do trabalhador. Vão dizer que está na Lei e ainda vão debochar daqueles que não fizeram concurso público.

O problema é que toda esta imoralidade costuma ser acobertada com o discurso de que o problema do Brasil é a corrupção. Há poucos dias, numa cerimônia realizada em Curitiba, a Petrobras recebeu de volta cerca de R$ 1 bilhão que a Operação Lava Jato recuperou das contas bancárias e do patrimônio criminoso de corruptos. Para se ter uma ideia, apenas o auxílio-moradia pago a juízes e procuradores da República custou ao contribuinte quase R$ 5 bilhões durante o mesmo período da Lava Jato. Todos os beneficiários recebem salários na casa dos R$ 30 mil.

A União deve arrecadar este ano cerca de de R$ 2,400 trilhões, mas já está em apreciação no Senado um reajuste para membros do Judiciário na ordem de 16%, que elevaria seus vencimentos de R$ 33 mil para quase R$ 40 mil. E ninguém fala em acabar com privilégios ou cancelar regalias como o auxílio-moradia. O ministro Luiz Fux, a quem caberia analisar o fim do benefício vergonhoso, pediu vistas no caso. enquanto isso, sua filha desembargadora Marianna Fux, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, embolsava auxílio-moradia de R$ 4,3 mil, mesmo tendo dois imóveis no Leblon, bairro nobre da Zona Sul do Rio, segundo o Congresso em Foco (aqui).

Há uma outra questão curiosa que todos os cidadãos deveriam se conscientizar de forma definitiva: quem paga pelas mordomias e altos salários dos políticos e membros da elite do serviço público é o povo. Do catador de latinhas ao empresário, do pedinte de moedas deficiente ao empreendedor, independente de sua orientação ideológica, cor ou credo. Os mais pobres são os mais onerados pela alta carga tributária. Uma pessoa que recebe até dois salários mínimos paga mais da metade do que recebe em impostos. O cidadão entra num supermercado e faz uma compra de R$ 100,00 mas só sai de lá com pouco mais de R$ 50,00 em produtos.

Tendo em vista que o país é tocado com o dinheiro de seu suor, seus pares tem o dever de respeitar suas opiniões. Os políticos tentam dividir a sociedade apenas pela ambição de chegar ao poder, a exemplo do ex-presidente Lula e seu famigerado nós contra eles. Quando um cidadão precisa de um atendimento emergencial, o dinheiro que paga o pneu da ambulância, do motorista, do médico ou o enfermeiro sai do bolso de cada cidadão, seja ele de direita, esquerda ou centro. Se o cidadão paga caro por tudo que consome, é tributado de todas as formas, deve ter o direito sagrado de expressar suas opiniões e preferências. Como contribuinte, o cidadão deve respeitar seus pares, independente de suas opiniões. Cabe ao povo cobrar vergonha na cara da classe política, e não cair na lábia dessa gente. Acabou a eleição, o povo tem que ficar ao lado do povo. Unidos, os cidadãos são mais fortes contra aqueles que há décadas vivem da exploração da sociedade.

Fonte: Imprensa Viva

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