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sábado, 8 de julho de 2017

Febre amarela pode voltar a circular nas cidades por meio de dois mosquitos, aponta estudo da Fiocruz

Sábado, 08 de julho de 2017


Ag. Pará/Fotos Públicas

Depois de se alastrar rapidamente em regiões de zona rural de diferentes estados brasileiros, o vírus da febre amarela pode agora voltar a circular nas cidades, alertam cientistas do IOC (Instituto Oswaldo Cruz). Em recente estudo, os pesquisadores mediram a eficiência de mosquitos urbanos e silvestres do Rio de Janeiro quanto ao potencial de transmitir a doença, diz o chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, Ricardo de Oliveira. A pesquisa contemplou as espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus.

— A pesquisa reforça que o mosquitos presentes nas cidades e zonas próximas de matas são, de fato, sensíveis à infecção pela febre amarela e capazes de transmitir os vírus que existem hoje. Vale lembrar que os vírus da doença que entraram no Brasil nas décadas de 70 e 80 não são os mesmos que circulam atualmente porque, ao longo do tempo, foram se modificando geneticamente. Por isso, estudos periódicos e análises locais são tão importantes.

No Brasil, não são registrados casos urbanos da febre amarela desde 1942. Até agora, todos casos notificados em 2017 são considerados de origem silvestre, reforça Oliveira. Em matas, diferentes mosquitos picam macacos infectados pela doença e ficam com o vírus incubado. As transmissões acontecem quando os mesmos insetos picam um homem que entrou o hábitat dos primatas.

— Os casos urbanos explodem quando essa pessoa volta para a cidade e é picada por um Aedes aegypti, que passa a carregar o vírus e infectar outros indivíduos. Esse mosquito tem contato constante com a população, já que estabelece seus criadouros dentro ou próximo das residências e se alimenta preferencialmente de sangue humano. O Aedes albopictus também preocupa, já que ele circula tanto na mata quanto nas regiões periféricas das cidades e pode servir como “ponte” das transmissões.

O pesquisador aponta que as mesmas medidas adotadas contra a propagação do Aedes aegypti ão importantes para combater o Aedes albopictus: deve-se evitar o acúmulo de água parada em garrafas, pratos de plantas e outros objetos deixados em quintais, assim como realizar a manutenção de calhas, instalar telas em ralos nesses ambientes e manter caixas d’água e outros depósitos bem vedados. A vacinação, nas localidades onde a imunização é indicada pelo Ministério da Saúde, também é fundamental para a prevenção da febre amarela.

R7

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