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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Grevistas prometem movimentação durante jogos da Copa

Segunda-Feira - 09/06/2014

Ação e reação


Faltando poucos dias para o início da Copa do Mundo em Natal (RN) e temendo o possível desgaste que as greves e mobilizações dos trabalhadores possam lhe causar durante o período dos jogos, o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) resolveu ir para a ofensiva: ajuizou duas ações que tentam impedir qualquer tipo de greve ou manifestação.

“As ações judiciais protocoladas no dia 6 de junho de 2014 são verdadeiros ataques aos direitos democráticos dos trabalhadores”, assinala os grevistas em nota oficial.

Veja o restante da nota:

A primeira requer ao Judiciário que impeça a deflagração de greves dos sindicatos dos trabalhadores da saúde (Sindsaúde), guarda municipal (SindGuardas), educação (SINTE), médicos (SinMed), agentes de saúde (SINDAS), servidores municipais (SinSenat) e odontologistas (SOERN) durante a Copa do Mundo.

A segunda solicita que seja determinada a desobstrução imediata de calçadas, ruas, avenidas e locais próximos à sede da Prefeitura e Câmara Municipal, além da proibição de qualquer ocupação (total ou parcial) de todas as vias públicas da cidade, até o dia 30/07/2014 (período em que estará ocorrendo os jogos e atividades festivas da Copa).


Estas ações são, na verdade, uma resposta de Carlos Eduardo às greves que se arrastam na cidade e as mobilizações que acontecerão na cidade. Os rodoviários, que fizeram duas paralisações relâmpagos, prometem iniciar uma greve no dia 12, na abertura da Copa. Os trabalhadores da saúde, há quase 2 meses em greve, na última semana resolveram acampar na prefeitura e já receberam apoio e solidariedade da Guarda Municipal, que também anunciou a paralisação das atividades e a adesão ao acampamento.

No dia 16, quando se realizará a partida entre Gana x Estados Unidos (com a presença da presidente Dilma e do vice-presidente norte-americano, Joe Biden), diversas entidades do movimento social, sindical e estudantil realizarão uma manifestação contra as injustiças da Copa do Mundo e a intervenção da FIFA e dos EUA na cidade.

Diante das mobilizações, a resposta de Carlos Eduardo não é a de atender as reivindicações dos trabalhadores e da juventude, e sim, responder com criminalização dos movimentos. De uma só vez, Carlos Eduardo utiliza a justiça para atacar o direito de greve e da livre manifestação, tanto dos sindicatos, como dos movimentos sociais em geral.

Trata-se de uma lei de mordaça só vista antes no período da ditadura militar, que em 1968 editou o Ato Institucional nº 5, acabando com as liberdades democráticas no País.

Prefeito, escreve. Na Copa vai ter greve!



Fonte: Carlos Santos

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