Quinta, 23 de abril de 2026
A conta oficial em português do Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um vídeo nas redes sociais defendendo a classificação de cartéis do narcotráfico como “organizações terroristas estrangeiras”.
Na gravação, a porta-voz Amanda Roberson afirma que a medida vai além de um rótulo e permite bloquear ativos, proibir relações comerciais com esses grupos e criminalizar qualquer tipo de apoio.
A publicação ocorreu um dia após reportagem do The Wall Street Journal comparar o Primeiro Comando da Capital à máfia italiana e destacar a estrutura da organização como semelhante à de grandes corporações.
Nos últimos meses, cresceram especulações de que o governo de Donald Trump pode classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas — hipótese ainda não confirmada oficialmente, mas já considerada em análises do Departamento de Estado .
A possibilidade preocupa o governo brasileiro, que vê risco de interferência externa e eventual ampliação da atuação dos EUA contra esses grupos, incluindo medidas extraterritoriais. A classificação permitiria sanções mais duras e ações internacionais para enfraquecer financeiramente as facções .
Em reuniões com autoridades americanas, o Ministério da Justiça explicou que a legislação brasileira não permite enquadrar PCC e CV como organizações terroristas. A lei define terrorismo com base em motivações como xenofobia, discriminação ou preconceito, o que não se aplica diretamente às facções criminosas.
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