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terça-feira, 21 de abril de 2026

Mais um: Empresário denuncia ação truculenta de Moraes, digna de regime de exceção

Terça, 21 de abril de 2026

Uma “ação judicial truculenta, digna de regime de exceção” conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), denuncia o empresário Marcelo Conde.

Ele é investigado sob a acusação de ter comprado dados fiscais de integrantes da Corte. Em nota, ele negou estar foragido e disse não ter tido acesso à decisão que determinou sua prisão preventiva.

Segundo o empresário, ele e sua família foram surpreendidos por medidas que classificou como “dignas de regime de exceção”. “Essa recusa me impede de me defender e fere diversas garantias que nenhum cidadão deveria ter de reivindicar em uma democracia”, afirma.

Abaixo, trechos da nota:

“Nesta ação judicial truculenta, digna de regime de exceção, eu e minha família fomos surpreendidos por uma operação de busca e apreensão e por uma exposição avassaladora à imprensa, ao que consta, orientada pelo ministro Alexandre de Moraes. Infelizmente, o magistrado embaralha os papéis de investigador, acusador, juiz e ofendido, em inquérito sigiloso atinente a pretenso vazamento de dados fiscais da sua mulher, a advogada Viviane de Moraes.
É necessário refutar com veemência a imputação: as acusações descabidas veiculadas na imprensa, a partir dessa operação, não correspondem à realidade. Nunca atuei ou participei de qualquer organização voltada à obtenção de dados sigilosos. (…)
Além do constrangimento causado, foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos pertencentes a familiares meus, a despeito de os mandados judiciais indicarem, como destinatário específico, apenas à minha pessoa. (…) Os danos causados à minha reputação e à minha família são concretos e se refletem no campo profissional, econômico e pessoal. Não obstante os lamentáveis precedentes de arbítrio, em inquéritos secretos sob a relatoria desse ministro da Suprema Corte do Brasil, pretendo me defender em ambiente de direito à informação, à ampla defesa, a devido processo legal e à imparcialidade jurisdicional. Se me forem conferidos tais mínimos direitos individuais, será possível contribuir com a verdade”.

Segundo a investigação, o empresário seria o ‘mandante’ de uma estrutura que teria acessado indevidamente dados de ministros do STF, do procurador-Geral da República (PGR) Paulo Gonet e de familiares. O nome de Conde surgiu após o contador Washington Travessos de Azevedo afirmar que ele teria encomendado as informações sigilosas.

De acordo com a Polícia Federal (PF), o empresário teria fornecido listas de CPFs e feito pagamentos de R$ 4,5 mil, em espécie, para acessar as declarações fiscais obtidas de forma ilícito.

A PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo vinculados a Conde.


Fonte: Jornal da Cidade Online

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