Quinta, 19 de fevereiro de 2026

O MPF (Ministério Público Federal) decidiu arquivar o pedido de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família por crimes como genocídio durante a pandemia e uso indevido da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), alegando falta de comprovação documental.
“Da análise dos autos, verifica este órgão ministerial que não subsiste motivo para a instauração de persecução penal em razão dos fatos, tendo em vista que as informações apresentadas são inespecíficas e genéricas, carecendo de prova documental mínima que corrobore as complexas e abrangentes alegações”, afirmou a procuradora da República Luciana Furtado de Moraes, em despacho de 23 de janeiro.
O processo, apresentado por meio da sala de Atendimento ao Cidadão, acusava a família Bolsonaro de diversos crimes durante a pandemia, incluindo envolvimento com milícias, tráfico de drogas, corrupção, “rachadinhas”, envenenamento de autoridades, perseguição política e atentados à ordem democrática.
Na análise do MPF, a manifestação tinha caráter opinativo, com críticas políticas e avaliações morais sobre a condução do governo federal.
Além disso, o órgão ressaltou que as afirmações eram “genéricas, sem indicação de tempo, modo ou lugar das supostas práticas criminosas”, sem material suficiente para abertura de investigação criminal.
“A representação é composta, em sua integralidade, por relatos pessoais, avaliações subjetivas, percepções políticas e referências a vídeos e conteúdos publicados em plataformas digitais e matérias jornalísticas, sem, contudo, apresentar fatos individualizados, elementos mínimos de materialidade ou indícios concretos que permitam a abertura de investigação criminal”, diz o documento.
O MPF comunicou que o caso foi arquivado, mas o denunciante tem dez dias para apresentar recurso. O processo tramita em sigilo a pedido do autor da representação.
CNN
Opinião dos leitores
Foi preciso fabricar um golpe de estado para que Bolsonaro fosse punido. Se Bolsonaro tivesse cometido algum crime, por menor que fosse, não teria sido jogado pra fora do governo antes de terminar o mandato? Quem não lembra das invenções mirabolantes que a esquerda fazia para tentar incrimina-lo? Leite condensado, Wal do açaí, importunação a baleia, Abin paralela, canibal, jóias roubadas, cartão de vacina, imitação de falta de fôlego, etc, etc, etc. Enquanto isso, estamos vendo a frase do atual vice-presidente se tornando a maior realidade que o Brasil já presenciou. Esse Alckmin é um profeta, pena que se vendeu, não se sabe por quais motivos.