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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Motorista passa 5 horas bebendo em bar e em casa noturna e na sequência mata 3 ciclistas

Quinta, 26 de Fevereiro de 2026





O condutor chegou ao bar por volta de 1h da madrugada de sábado (21). Ele dirigia um Fiat Pálio cinza. Permaneceu no estabelecimento até aproximadamente 4h. Depois saiu em direção a Taquara.

Às 4h24min, o motorista entrou em uma casa noturna na divisa entre Igrejinha e Taquara. Câmeras de monitoramento registraram a presença dele no local. Ele deixou a boate às 5h24min.

Um segurança da casa noturna declarou à polícia que o condutor apresentava sinais de embriaguez ao sair do estabelecimento. O atropelamento ocorreu minutos depois, por volta das 5h40min, na localidade de Sander, em Três Coroas.

Uma câmera de segurança registrou os três ciclistas pedalando juntos no acostamento da rodovia às 5h37min. Poucos minutos após esse registro, aconteceu o atropelamento.

O teste de bafômetro realizado após a prisão indicou 0,70 miligrama de álcool por litro de ar expelido. O resultado caracteriza crime de trânsito. A Polícia Civil informou que o motorista não possuía carteira de habilitação.

A prisão em flagrante aconteceu no sábado (21), na casa do condutor em Três Coroas. O veículo estava na garagem da residência. O Judiciário converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva.

A investigação enquadra o caso como homicídio doloso no trânsito. As autoridades trabalham com a hipótese de dolo eventual. Nessa situação, o condutor assume o risco de causar o resultado fatal.

A morte do terceiro ciclista foi confirmada na manhã desta terça-feira (24). Ele estava internado em estado gravíssimo desde o acidente.

Clarissa Felipetti, de 38 anos, e Fernanda Mikaella da Silva Barros, de 34 anos, morreram no local do atropelamento. Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, foi hospitalizado após a colisão. Ele não resistiu aos ferimentos. Clarissa e Isac eram um casal. Eles deixam dois filhos.

Os três ciclistas haviam planejado um passeio de aproximadamente cem quilômetros pela região naquele dia.

O motorista exerceu o direito de permanecer em silêncio após a prisão. Os advogados de defesa divulgaram nota informando que aguardam a apuração completa dos fatos. A defesa sustenta que não houve dolo. Afirma que o processo judicial é o espaço adequado para análise das circunstâncias e das provas.

da Redação / Jornal da Cidade Online

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