martins em pauta

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Mais uma renomada jornalista acorda e constata horrorizada algo horripilante sobre o Inquérito das Fake News

Sexta, 27 de fevereiro de 2026


Essa coluna é um suco da institucionalidade tupiniquim. Primeiro, porque ministros do Supremo preferem vazar suas opiniões em notinhas na imprensa a enfrentar o problema às claras, de peito aberto, em plenário.

Segundo, porque grande parte desses mesmos ministros aprovou, por 10 votos a 1, a continuidade do inquérito em 2020, mesmo com todos os seus vícios de origem. O único que foi contra, de acordo com a leitura de que os fins não justificam os meios, foi o agora aposentado Marco Aurélio Mello. Todos os outros, incluindo o(a) agora colega que vaza impressões na imprensa, achavam que situações excepcionalíssimas justificavam instrumentos excepcionalíssimos.

Por fim, é de cair o c da b a informação de que Fachin não quer se indispor com a “ala” que apoia Moraes. Que que é isso minha gente! Isso aí é terminologia de gangsterismo, como se alianças fossem formadas para defender territórios, sem quaisquer considerações sobre o que é ou não legal. A naturalidade com que se trata esse tipo de “alinhamento” dá uma medida do grau de degradação a que chegou um dos três poderes da República.

Como fecho de ouro, temos a informação de que Fachin não poderia usar o ofício da OAB para levar a plenário, novamente, o fim do inquérito. Como se o presidente do STF precisasse ser provocado por um ofício de quem quer que seja para acabar com um procedimento processual claramente fora da lei.

Na República dos pusilânimes, quem manda são os maçarandubas.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Contato : (84) 9 9151-0643

Contato : (84) 9 9151-0643